{"id":6765,"date":"2013-12-09T01:22:57","date_gmt":"2013-12-09T01:22:57","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/12\/09\/pernambucana-relata-em-livro-drama-vivido-durante-regime-militar-no-recife\/"},"modified":"2013-12-09T01:22:57","modified_gmt":"2013-12-09T01:22:57","slug":"pernambucana-relata-em-livro-drama-vivido-durante-regime-militar-no-recife","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/12\/09\/pernambucana-relata-em-livro-drama-vivido-durante-regime-militar-no-recife\/","title":{"rendered":"Pernambucana relata em livro drama vivido durante regime militar no Recife"},"content":{"rendered":"<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Na publica\u00e7\u00e3o, Sylvia de Montarroyos narra tortura vivenciada em quart\u00e9is.\u00a0&#8216;R\u00e9quiem por Tatiana&#8217; \u00e9 o primeiro livro de uma trilogia sobre sua vida.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-6764\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/requiem1.jpg\" border=\"0\" width=\"300\" height=\"200\" \/><\/p>\n<address \/>Sylvia de Montarroyos foi presa em 2 de novembro de 1964\u00a0<span style=\"line-height: 1.3em;\" \/>(Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/R\u00e9quiem por Tatiana)  <!--more-->  <\/span><\/address>\n<p class=\"p1\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\"><span style=\"line-height: 1.3em;\"><br \/><\/span><\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Presa pol\u00edtica durante o regime militar, Sylvia de Montarroyos, lan\u00e7a nesta quinta (5), no Museu do Estado, no Recife, o livro de mem\u00f3rias &#8220;R\u00e9quiem por Tatiana&#8221;. Em 1964, aos 17 anos, a autora foi presa por pertencer a um movimento de resist\u00eancia. Montarroyos conseguiu escapar, mas foi recapturada e torturada por n\u00e3o denunciar seus companheiros.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">O drama vivido pela ativista \u00e9 relatado nas mais de 400 p\u00e1ginas do livro, primeiro volume da &#8220;Trilogia da Am\u00e9rica Latina&#8221;. Os pr\u00f3ximos s\u00e3o &#8220;Tempestade em Tegucigalpa&#8221; e &#8220;Vagas Estrelas da Ursa Maior&#8221;, com o segundo j\u00e1 tendo sido conclu\u00eddo pela autora e o terceiro ainda sendo escrito. Ambos n\u00e3o t\u00eam data de publica\u00e7\u00e3o definida. Segundo Sylvia, R\u00e9quiem relata suas mem\u00f3rias desde 2 de novembro de 1964, quando foi presa, at\u00e9 o momento que saiu do Brasil, quase dois anos depois.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">&#8220;Durante este tempo, fui brutalmente torturada em v\u00e1rios quart\u00e9is de Pernambuco e cheguei a ser internada no Hospital Psiqui\u00e1trico Ulysses Pernambucano, que na \u00e9poca era Hospital da Tamarineira, onde fiquei por cerca de 10 meses. Cheguei l\u00e1 pesando 23 quilos. O tratamento da \u00e9poca era \u00e0 base de choques el\u00e9tricos e drogas, mas mesmo assim consegui me recuperar um pouco. Ent\u00e3o fui para a casa dos meus pais, mas fiquei s\u00f3 uma semana l\u00e1, pois os militares expediram mais um mandato de pris\u00e3o. Fugi do Recife, passei um tempo no Rio de Janeiro e em S\u00e3o Paulo e, depois, fui para o Uruguai&#8221;, relatou Sylvia de Montarroyos.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">A autora ainda disse que escreve praticamente desde os 3 anos, pois contava hist\u00f3rias para sua m\u00e3e e ela anotava tudo, at\u00e9 que Sylvia aprendeu a escrever por conta pr\u00f3pria. Como tem uma rela\u00e7\u00e3o de amizade com as pessoas da Comiss\u00e3o Estadual da Mem\u00f3ria e Verdade Dom Helder, aceitou a proposta de escrever uma narrativa sobre o per\u00edodo do regime. O t\u00edtulo, &#8220;R\u00e9quiem por Tatiana&#8221;, foi escolhido porque esse era o codinome que ela usava enquanto era torturada.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Sylvia de Montarroyos atualmente mora em Portugal, mas j\u00e1 passou pela Fran\u00e7a, Bruxelas, Uruguai, Argentina, M\u00e9xico e Iraque, onde atuou como psic\u00f3loga volunt\u00e1ria. A militante fica no Brasil at\u00e9 a pr\u00f3xima ter\u00e7a-feira (10). Na segunda (9), \u00e0s 9h, participa de uma sess\u00e3o p\u00fablica na Associa\u00e7\u00e3o dos Docentes da Universidade Federal de Pernambuco, no Campus da UFPE, onde ir\u00e1 contar sua hist\u00f3ria e responder perguntas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Servi\u00e7o:<\/strong><span class=\"s2\"><br \/> <\/span>Lan\u00e7amento &#8220;R\u00e9quiem por Tatiana&#8221;, de Sylvia de Montarroyos (456 p\u00e1ginas, R$ 60)<span class=\"s2\"><br \/><\/span>Museu do Estado de Pernambuco &#8211; Av. Rui Barbosa, n\u00ba 960, Gra\u00e7as<span class=\"s2\"><br \/> <\/span>Informa\u00e7\u00f5es: (81) 3184-3170\/ 3184-3178<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; G1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na publica\u00e7\u00e3o, Sylvia de Montarroyos narra tortura vivenciada em quart\u00e9is.\u00a0&#8216;R\u00e9quiem por Tatiana&#8217; \u00e9 o primeiro livro de uma trilogia sobre sua vida. Sylvia de Montarroyos foi presa em 2 de novembro de 1964\u00a0(Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/R\u00e9quiem por Tatiana)<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":6764,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6765"}],"collection":[{"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6765"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6765\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6764"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6765"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6765"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6765"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}