{"id":6773,"date":"2013-12-10T15:21:06","date_gmt":"2013-12-10T15:21:06","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/12\/10\/analise-a-ditadura-no-brasil-como-ela-se-impos\/"},"modified":"2013-12-10T15:21:06","modified_gmt":"2013-12-10T15:21:06","slug":"analise-a-ditadura-no-brasil-como-ela-se-impos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/12\/10\/analise-a-ditadura-no-brasil-como-ela-se-impos\/","title":{"rendered":"An\u00e1lise: A ditadura no Brasil \u2013 Como ela se imp\u00f4s"},"content":{"rendered":"<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\" \/>Em uma confer\u00eancia-debate realizada em Nanterre, na Fran\u00e7a, em homenagem a Salvador Allende, que reuniu historiadores, analistas pol\u00edticos, jornalistas do Cone Sul, a doutora em Economia e correspondente do Correio do Brasil Mariza de Melo Foucher faz uma an\u00e1lise do golpe de Estado que teve lugar no Brasil, em 1964.  <!--more-->  <\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-6772\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/milicos.jpg\" border=\"0\" width=\"635\" height=\"357\" srcset=\"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/milicos.jpg 635w, https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/milicos-300x169.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 635px) 100vw, 635px\" \/><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<address>Os generais ocupavam o poder, durante a ditadura militar<\/address>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Leia, a seguir, na \u00edntegra, a palestra de Marilza de Melo Foucher<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><strong>A ditadura no Brasil: Como ela se imp\u00f4s?<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Em primeiro lugar, do meu ponto de vista, o golpe de estado no Brasil n\u00e3o foi somente militar, mas tamb\u00e9m civil. Na \u00e9poca, a sociedade brasileira tornou-se profundamente polarizada, em raz\u00e3o da cren\u00e7a de que o Brasil, sob a presid\u00eancia de Jo\u00e3o Goulart, iria se juntar a Cuba no bloco comunista na Am\u00e9rica Latina. Influentes homens pol\u00edticos, os magnatas das grandes m\u00eddias, a igreja cat\u00f3lica, os grandes propriet\u00e1rios de terras, os homens de neg\u00f3cios exigiram uma \u201ccontrarrevolu\u00e7\u00e3o\u201d por parte das for\u00e7as armadas para reverter o governo. A sociedade estava polarizada entre dois modelos de desenvolvimento: um baseado na cria\u00e7\u00e3o de uma ind\u00fastria nacional, pregando uma maior independ\u00eancia do capital internacional. Esse modelo visava tamb\u00e9m um planejamento regional e impulsionar reformas estruturais, reforma agr\u00e1ria, reforma do sistema de educa\u00e7\u00e3o, entre outros. O outro modelo defendido pelos setores conservadores da sociedade pregava um desenvolvimento econ\u00f4mico ligado \u00e0s empresas nacional e multinacional, uma agricultura intensiva, voltada \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o. Esse modelo preconizava uma maior liga\u00e7\u00e3o com os capitais estrangeiros e os grandes propriet\u00e1rios de terra. O confronto entre essas duas vis\u00f5es aconteceu no contexto geopol\u00edtico global dominado pela Guerra Fria. Com o apoio dos Estados Unidos, as for\u00e7as conservadores organizaram grandes manifesta\u00e7\u00f5es populares que pediram abertamente uma interven\u00e7\u00e3o militar. A doutrina da seguran\u00e7a nacional era ent\u00e3o o pilar para combater a amea\u00e7a comunista.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Os militares brasileiros n\u00e3o gostavam do uso do termo ditadura e foi atrav\u00e9s de uma imensa propaganda de todos os meios de comunica\u00e7\u00e3o, principalmente com o apoio da rede de televis\u00e3o Globo, que eles conseguiram forjar uma imagem positiva do golpe de estado junto \u00e0 opini\u00e3o p\u00fablica brasileira. O propriet\u00e1rio da rede, Roberto Marinho, declarava:<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u201cN\u00f3s participamos da Revolu\u00e7\u00e3o de 1964, n\u00f3s nos identificamos com as aspira\u00e7\u00f5es nacionais de preserva\u00e7\u00e3o das institui\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas amea\u00e7adas pela radicaliza\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica, as greves, os problemas sociais e a corrup\u00e7\u00e3o generalizada. Quando nossa reda\u00e7\u00e3o foi invadida pelas for\u00e7as antirrevolucion\u00e1rias, ficamos firmes em nossa posi\u00e7\u00e3o. Continuamos a apoiar o movimento vitorioso desde os primeiros instantes da tomada de poder at\u00e9 o processo de abertura em curso, que deveria se consolidar com nomea\u00e7\u00e3o do novo presidente.\u201d (1)<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Ser\u00e1 deste modo, que a ditadura entrou no imagin\u00e1rio do povo brasileiro como um tipo de pseudodemocracia salvadora da p\u00e1tria! At\u00e9 hoje, uma boa parte das for\u00e7as armadas fazem um esc\u00e2ndalo quando se fala da ditadura. Os militares sempre contaram com o apoio de setores conservadores, de segmentos da direita e da grande imprensa que festejam o 31 de mar\u00e7o como a data da \u201cgloriosa revolu\u00e7\u00e3o\u201d. Fazem de tudo para tentar apagar esse passado e esquecer esse per\u00edodo sombrio da hist\u00f3ria pol\u00edtica brasileira em nome, segundo eles pr\u00f3prios, da harmonia nacional<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Quais formas de resist\u00eancia tiveram lugar na \u00e9poca e como marcaram a sociedade brasileira?<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">A aus\u00eancia de democracia n\u00e3o impediu a organiza\u00e7\u00e3o da resist\u00eancia. O sentido da resist\u00eancia no Brasil \u00e9 muito amplo e as estrat\u00e9gias s\u00e3o muito diferentes. Ela vai de pequenos grupos armados pr\u00f3ximos da revolu\u00e7\u00e3o cubana e de outras que questionavam as orienta\u00e7\u00f5es dos partidos comunistas aliados \u00e0 Uni\u00e3o das Rep\u00fablicas Socialistas Sovi\u00e9ticas. Houve tamb\u00e9m organiza\u00e7\u00f5es de direitos humanos, grupos organizados no seio da igreja cat\u00f3lica, ligados ao que se chama Teologia da Liberta\u00e7\u00e3o, pastorais, organiza\u00e7\u00f5es comunit\u00e1rias, grupos de defesa da cidadania, grupos de mulheres, grupos de defesa cultural e ambiental, organiza\u00e7\u00f5es de educa\u00e7\u00e3o popular. Sem contar a participa\u00e7\u00e3o ativa de muitos artistas, cineastas, jornalistas, intelectuais, cantores. Todo esse terrorismo cultural dos ditadores n\u00e3o impediu a resist\u00eancia art\u00edstica de confrontar a censura utilizando met\u00e1foras e mensagens disfar\u00e7adas. A m\u00fasica e o teatro tiveram uma produ\u00e7\u00e3o incr\u00edvel nos anos de chumbo. Os artistas conseguiram contornar a censura mas n\u00e3o puderam permanecer no pa\u00eds, a ditadura expulsou e for\u00e7ou v\u00e1rios artistas e se exilar. Ao fim dos anos 70, houve um imenso empobrecimento cultural no Brasil. Quanto aos jornalistas que desafiaram a ditadura, eles deixaram uma li\u00e7\u00e3o \u00e0 nova gera\u00e7\u00e3o: vale a pena lutar pela liberdade de express\u00e3o! Que o jornalismo de qualidade pressup\u00f5e a liberdade de express\u00e3o e diversidade de fontes, temas e conte\u00fados, para que a sociedade possa ser informada da maneira mais ampla poss\u00edvel e poder participar da vida do pa\u00eds.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Todos esses grupos, que foram muito importantes nessa \u00e9poca, desenvolveram a\u00e7\u00f5es contra a ditadura. A resist\u00eancia se organizou em toda parte, de norte a sul do pa\u00eds. Contudo, o processo de democratiza\u00e7\u00e3o do pa\u00eds<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Vai se dar de forma muito lento.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Como os cidad\u00e3os, os democratas, os movimentos sociais, ligados aos movimentos de solidariedade internacional, puderam superar a ditadura e participar da emerg\u00eancia de uma nova democracia?<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Temos que fazer jus e homenagear os movimentos sociais, as organiza\u00e7\u00f5es populares que muito contribu\u00edram ao processo de democratiza\u00e7\u00e3o no Brasil. Sob a prote\u00e7\u00e3o dos setores mais progressistas das igrejas (cat\u00f3lica e protestante), e, com o apoio da solidariedade internacional, essas organiza\u00e7\u00f5es sociais continuam realizando seu trabalho de educa\u00e7\u00e3o e cultura. Esses movimentos rejeitaram a vers\u00e3o oficial da pseudodemocracia. Atrav\u00e9s da educa\u00e7\u00e3o popular, os adeptos de Paulo Freire desenvolveram uma metodologia da resist\u00eancia nos lugares mais perdidos deste imenso territ\u00f3rio. Apesar da repress\u00e3o, que segue durante todo o per\u00edodo da ditadura, \u201ca pedagogia do oprimido\u201d (Paulo Freire) vai continuar sua obra na clandestinidade, nas favelas, nos bairros populares, com o objetivo de se deixar educar uns aos outros para socializar o conhecimento de cada um em benef\u00edcio de um projeto coletivo de transforma\u00e7\u00e3o. Nos anos 80, apareceram novos movimentos (o Movimento dos Sem Terra), seguidos de outros movimentos urbanos, as ONGs de desenvolvimento se reestruturaram. Num primeiro momento um pouco disperso e frequentemente fr\u00e1gil, todavia, v\u00e3o desenvolver o combate para acelerar o processo de democratiza\u00e7\u00e3o do Brasil e contribuir na forma\u00e7\u00e3o da cidadania.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00c9 necess\u00e1rio frisar que um dos combates mais significativos desse per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica no pa\u00eds foi a proposta de uma nova Constitui\u00e7\u00e3o no Brasil, que completou 25 anos este ano. Todas essas organiza\u00e7\u00f5es tiveram um papel muito importante porque conseguiram realizar uma grande mobiliza\u00e7\u00e3o nacional e apresentaram mais de 3000 propostas da nova sociedade civil que estava emergindo no Brasil.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">A promulga\u00e7\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o de 1988 foi sem qualquer d\u00favida uma etapa hist\u00f3rica para a democratiza\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, ela ampliou os direitos individuais e refor\u00e7ou a democracia no Brasil. Em 1989, foram as primeiras elei\u00e7\u00f5es diretas para presidente desde 1960, e, pela primeira vez essa gera\u00e7\u00e3o vai exercer sua cidadania.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Contudo, na jovem democracia brasileira, \u00e9 necess\u00e1rio continuar a lutar para imprimir uma nova cultura democr\u00e1tica fundada sobre a cidadania ativa, pois se a democracia \u00e9 tribut\u00e1ria do cidad\u00e3o, ent\u00e3o a participa\u00e7\u00e3o coletiva e o di\u00e1logo s\u00e3o indispens\u00e1veis.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Qual trabalho de mem\u00f3ria e qual transmiss\u00e3o frente \u00e0s gera\u00e7\u00f5es atuais?<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Torna-se dif\u00edcil de imaginar que houve uma demora de quase 28 anos (depois da \u201ctransi\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica\u201d) para que a Comiss\u00e3o Nacional da Verdade (CNV), encarregada de fazer luz sobre os abusos cometidos durante os anos de chumbo, tenha podido ver a luz do dia! At\u00e9 recentemente, n\u00e3o se podia evocar esse per\u00edodo aos jovens, como se o medo tivesse atravessado as gera\u00e7\u00f5es. Infelizmente, essa parte de nossa hist\u00f3ria pol\u00edtica ainda \u00e9 tabu. Tem-se uma hist\u00f3ria mal contada nos manuais escolares. A jovem gera\u00e7\u00e3o que viveu sob a ditadura e os que nasceram a partir de 1964 v\u00e3o aprender que os princ\u00edpios de base do ensino de educa\u00e7\u00e3o moral e c\u00edvica s\u00e3o: ordem, seguran\u00e7a, integra\u00e7\u00e3o nacional, culto \u00e0 p\u00e1tria. O slogan Brasil era: ame ou deixe.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Esses s\u00edmbolos punham em valor um patriotismo exagerado, estavam destinados a permitir uma fus\u00e3o do pensamento reacion\u00e1rio, conservador e cat\u00f3lico.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Por esta raz\u00e3o, o estabelecimento da Comiss\u00e3o da Verdade vai permitir reunir v\u00e1rios peda\u00e7os da hist\u00f3ria vencida pelas mulheres e homens que lutaram pela democratiza\u00e7\u00e3o do Brasil e, assim, contar a hist\u00f3ria de um per\u00edodo que prejudicou toda forma de express\u00e3o cultural e de liberdade de express\u00e3o.<span class=\"s1\"><br \/> <\/span>A Comiss\u00e3o da Verdade \u00e9 uma etapa importante, mas \u00e9 preciso manter a press\u00e3o para modificar a lei de anistia e determinar quem \u00e9 respons\u00e1vel. A comiss\u00e3o, por exemplo, pode interrogar, \u00e9 claro, antigos torturadores, mas n\u00e3o conseguir\u00e1 nada enquanto o ex\u00e9rcito se recusar a abrir seus arquivos.<span class=\"s1\"><br \/> <\/span>Por isso, a luta pela democratiza\u00e7\u00e3o no Brasil n\u00e3o acabou e exige sempre a vigil\u00e2ncia, pois infelizmente ainda existe no Brasil numerosos nost\u00e1lgicos desse per\u00edodo.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">A anistia concedida pelos militares foi um acordo negociado, um acordo muito amb\u00edguo, pois pressupunha um sentimento de anistia rec\u00edproca. Sob o termo \u201canistia\u201d foram reunidos em p\u00e9 de igualdade v\u00edtimas e executores. Isso traduzia o peso dos diferentes setores e das classes sociais dominantes na \u00e9poca onde o estado correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as estava antes favor\u00e1vel aos defensores da ditadura. De tal sorte que todo esse per\u00edodo obscuro, tr\u00e1gico de nossa hist\u00f3ria pol\u00edtica, permaneceu um tabu. Chegou a hora de se construir uma mem\u00f3ria que se oponha \u00e0 mem\u00f3ria oficial e de defender os verdadeiros valores democr\u00e1ticos.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Toda essa hist\u00f3ria da resist\u00eancia \u00e0 ditadura militar no Brasil ficou relegada ao subsolo da hist\u00f3ria. Uma s\u00f3 verdade foi imposta \u00e0 juventude brasileira.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O pior foi o sil\u00eancio das institui\u00e7\u00f5es brasileiras, e tamb\u00e9m da sociedade, na p\u00f3s-ditadura. O comportamento dos democratas em n\u00e3o confrontar os crimes do passado \u00e9 chocante, escreveu Edson Teles Pol\u00edticas do sil\u00eancio \u2013 A mem\u00f3ria do Brasil p\u00f3s-ditadura.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Apagar da mem\u00f3ria os crimes cometidos pela ditadura \u00e9 apagar da mem\u00f3ria as lutas levadas contra ela. Por isso, os document\u00e1rios hoje t\u00eam um papel fundamental, principalmente para a juventude brasileira que jamais pode ter elementos de reflex\u00e3o sobre esse per\u00edodo.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Certos document\u00e1rios chegam para preencher o vazio deixado pela aus\u00eancia de uma historiografia pol\u00edtica e pela amn\u00e9sia imposta por esses anos obscuros.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Levar a verdade ao conhecimento da sociedade sobre as viola\u00e7\u00f5es dos direitos humanos, sobre as formas de resist\u00eancia \u00e0 ditadura, \u00e9 tamb\u00e9m uma contribui\u00e7\u00e3o \u00e0 constru\u00e7\u00e3o da memoria politica.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Apagar a mem\u00f3ria desse passado traumatizante \u00e9 querer impedir que a sociedade possa conhecer a verdade sobre a viol\u00eancia pol\u00edtica imposta pela ditadura. A gera\u00e7\u00e3o que lutou pela democracia no Brasil foi tratada quando da ultima campanha presidencial como terroristas.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O Brasil ainda est\u00e1 num processo de amadurecimento de sua democracia.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">(1) Roberto Marinho, no jornal O Globo, edi\u00e7\u00e3o n\u00b0 1.596, 7 de outubro de 1984<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Marilza de Melo Foucher \u00e9 doutora em Economia, analista politica, jornalista e correspondente doCorreio do Brasil na Fran\u00e7a.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; Correio do Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em uma confer\u00eancia-debate realizada em Nanterre, na Fran\u00e7a, em homenagem a Salvador Allende, que reuniu historiadores, analistas pol\u00edticos, jornalistas do Cone Sul, a doutora em Economia e correspondente do Correio do Brasil Mariza de Melo Foucher faz uma an\u00e1lise do golpe de Estado que teve lugar no Brasil, em 1964.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":6772,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6773"}],"collection":[{"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6773"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6773\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6772"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6773"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6773"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6773"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}