{"id":6774,"date":"2013-12-10T15:25:44","date_gmt":"2013-12-10T15:25:44","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/12\/10\/testemunhas-dizem-a-justica-que-coronel-ustra-comandou-torturas-e-participou-de-sequestro\/"},"modified":"2013-12-10T15:25:44","modified_gmt":"2013-12-10T15:25:44","slug":"testemunhas-dizem-a-justica-que-coronel-ustra-comandou-torturas-e-participou-de-sequestro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/12\/10\/testemunhas-dizem-a-justica-que-coronel-ustra-comandou-torturas-e-participou-de-sequestro\/","title":{"rendered":"Testemunhas dizem \u00e0 Justi\u00e7a que coronel Ustra comandou torturas e participou de sequestro"},"content":{"rendered":"<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\" \/>O coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra foi acusado por tr\u00eas ex-presos pol\u00edticos, que depuseram nesta segunda-feira (9) \u00e0 9\u00aa Vara Criminal da Justi\u00e7a Federal em S\u00e3o Paulo, de comandar as a\u00e7\u00f5es de tortura e outros crimes no DOI-Codi \u2013destacamento do Ex\u00e9rcito incumbido de prender opositores \u00e0 ditadura militar\u2013, localizado na rua Tut\u00f3ia, no Para\u00edso, zona sul da capital paulista.  <!--more-->  <\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Pela primeira vez, o coronel foi responsabilizado formalmente por testemunhas, em uma a\u00e7\u00e3o penal, de cometer crimes durante a ditadura. As testemunhas foram Jos\u00e9 Dami\u00e3o de Lima Trindade, Artur Machado Schiavoni e Pedro Rocha Filho. Todos participavam de organiza\u00e7\u00f5es que se opunham \u00e0 ditadura e ficaram presos no DOI-Codi, onde foram submetidos a tortura.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Ustra \u00e9 r\u00e9u em a\u00e7\u00e3o penal movida pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal em S\u00e3o Paulo (MPF-SP) junto com Carlos Alberto Augusto\u2013conhecido como Carlinhos Metralha\u2013 e Alcides Singillo, ambos ex-delegados do Dops (Departamento de Ordem Pol\u00edtica e Social), que tamb\u00e9m serviu de aparelho de repress\u00e3o a opositores do regime ditatorial.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Os tr\u00eas s\u00e3o acusados de participarem do sequestro do corretor de im\u00f3veis Edgar de Aquino Duarte, desaparecido desde 1971 ap\u00f3s ser preso em S\u00e3o Paulo. Dos tr\u00eas r\u00e9us, apenas Ustra n\u00e3o compareceu \u00e0audi\u00eancia, acompanhada por ex-presos pol\u00edticos e familiares de v\u00edtimas da ditadura. Segundo o advogado do coronel, ele n\u00e3o compareceu \u00e0 audi\u00eancia por estar com problemas de sa\u00fade.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">As tr\u00eas testemunhas ficaram presas no DOI-Codi na mesma \u00e9poca que Edgar, que era chamado pelos militares de Ivan Marques de Melo, seu codinome. Os tr\u00eas foram enf\u00e1ticos ao afirmar que Ustra acompanhava a sess\u00e3o de torturas e comandavam os demais que atuavam no DOI-Codi.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u201cEle pessoalmente nunca torturava, mas eu fui torturado pelos subordinados dele, na presen\u00e7a dele. Ele dava ordens a todo tempo. Todos o obedeciam at\u00e9 com certo temor\u201d, relatou Jos\u00e9 Dami\u00e3o de Lima Trindade, atualmente procurador do Estado de SP aposentado, que trabalhava como jornalista na AFP (Ag\u00eancia France Press) quando foi preso. Ela acredita que foi detido pelos militares por colaborar com a Uni\u00e3o Estadual dos Estudantes (UEE).<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">No DOI0-Codi, Ustra era conhecido como Major Tibiri\u00e7\u00e1. Em seu depoimento, o jornalista Artur Machado Schiavoni, que militou na ALN (Alian\u00e7a Nacional Libertadora) e estava F\u00edsica na USP (Universidade de S\u00e3o Paulo) quando foi preso, afirmou que Ustra fazia quest\u00e3o de demonstrar nos interrogat\u00f3rio que tinha \u201cpoder e ascend\u00eancia\u201d sobre o torturado.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u201cEle deixava muito claro que tinha poder e ascend\u00eancia sobre sua vida. \u00c9 uma t\u00e9cnica de tortura para fazer a pessoa se render\u201d, declarou. Schiavoni conta que, al\u00e9m de ser torturado por equipes do DOI-Codi, foi agredido por Ustra com um golpe conhecido como \u201ctelefone\u201d (soco na orelha), o que lhe causou uma infec\u00e7\u00e3o no ouvido.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">De acordo com Schiavoni, que ficou preso durante nove meses no DOI-Codi e dividiu cela com Edgar de Aquino Duarte, os militares \u201cfaziam quest\u00e3o de dizer que o comandante era o major Tibiri\u00e7\u00e1\u201d. Depois de deixar o DOI-Codi, Schiavoni ficou preso por cinco anos no pres\u00eddio Tiradentes, na regi\u00e3o central de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m militante da ALN e fundador do Molipo (Movimento pela Liberta\u00e7\u00e3o Popular), Pedro Rocha Filho afirmou que Ustra comandava o destacamento e com frequ\u00eancia fazia provoca\u00e7\u00f5es aos presos. \u201cMajor Tibiri\u00e7\u00e1 era claramente o comandante do DOI-Codi. Ele aparecia l\u00e1, xingava os presos.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Amanh\u00e3 e na quarta-feira ser\u00e3o ouvidas mais testemunhas arroladas pelo MPF.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; Boa Informa\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra foi acusado por tr\u00eas ex-presos pol\u00edticos, que depuseram nesta segunda-feira (9) \u00e0 9\u00aa Vara Criminal da Justi\u00e7a Federal em S\u00e3o Paulo, de comandar as a\u00e7\u00f5es de tortura e outros crimes no DOI-Codi \u2013destacamento do Ex\u00e9rcito incumbido de prender opositores \u00e0 ditadura militar\u2013, localizado na rua Tut\u00f3ia, no Para\u00edso, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6774"}],"collection":[{"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6774"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6774\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6774"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6774"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6774"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}