{"id":6796,"date":"2013-12-16T19:10:15","date_gmt":"2013-12-16T19:10:15","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/12\/16\/16121976-as-balas-da-ditadura-contra-a-direcao-do-pcdob\/"},"modified":"2013-12-16T19:10:15","modified_gmt":"2013-12-16T19:10:15","slug":"16121976-as-balas-da-ditadura-contra-a-direcao-do-pcdob","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/12\/16\/16121976-as-balas-da-ditadura-contra-a-direcao-do-pcdob\/","title":{"rendered":"16\/12\/1976: As balas da ditadura contra a dire\u00e7\u00e3o do PCdoB"},"content":{"rendered":"<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">No livro que produziu para a Funda\u00e7\u00e3o Maur\u00edcio Grabois em 2012 \u2013 Vidas, veredas: paix\u00e3o \u2013 o escritor e jornalista paranaense Luiz Manfredini dedicou todo um cap\u00edtulo ao dram\u00e1tico epis\u00f3dio conhecido como Chacina da Lapa. O relato, que segue abaixo, come\u00e7a numa resid\u00eancia em Pequim, onde estavam hospedados Jo\u00e3o Amazonas, Renato Rabelo e Dyn\u00e9as Aguiar.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-6794\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/chacina53540.jpg\" border=\"0\" width=\"300\" height=\"200\" \/><\/p>\n<address \/><span style=\"line-height: 1.3em;\" \/>Chacina da Lapa, SP, 16 de dezembro de 1976.  <!--more-->  <\/span><\/address>\n<address><span style=\"line-height: 1.3em;\"><br \/><\/span><\/address>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 37 anos a ditadura militar brasileira cometia sua derradeira atrocidade: invadiu uma casa no bairro paulistano da Lapa, onde se reunia parte da dire\u00e7\u00e3o nacional do PCdoB. Do violento ataque restaram mortos o hist\u00f3rico dirigente comunista Pedro Pomar e \u00c2ngelo Arroyo, um dos comandantes da guerrilha do Araguaia. Jo\u00e3o Batista Drumond, jovem dirigente vindo da A\u00e7\u00e3o Popular, foi assassinado sob tortura j\u00e1 no dia seguinte. E foram presos Aldo Arantes, Haroldo Lima, Wladimir Pomar, Elza Monnerat, Joaquim Celso de Lima e Maria Trindade.<\/p>\n<p class=\"p5\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Tristeza na primavera de Pequim<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Na manh\u00e3 de final de primavera em Pequim, 17 de dezembro de 1976, um dirigente do Comit\u00ea Central do Partido Comunista Chin\u00eas (PCCh) compareceu inesperadamente \u00e0 casa em que estavam hospedados tr\u00eas importantes visitantes estrangeiros: Jo\u00e3o Amazonas, Dyn\u00e9as Aguiar e Renato Rabelo, dirigentes do Partido Comunista do Brasil. A fisionomia grave com que encarou os camaradas brasileiros superava a habitual formalidade chinesa. Foi direto ao ponto: a ag\u00eancia noticiosa chinesa divulgara havia pouco que a pol\u00edcia invadira a casa em que se reunia o Comit\u00ea Central do PCdoB, num bairro de S\u00e3o Paulo. Havia mortos e presos.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Jo\u00e3o Amazonas, o \u00fanico entre os tr\u00eas a conhecer o endere\u00e7o, o confirmou: Rua Pio XI, 767, no bairro da Lapa, onde habitualmente se reunia a dire\u00e7\u00e3o nacional do Partido. O n\u00famero total de baixas e as respectivas identifica\u00e7\u00f5es ainda estavam confusos no despacho da ag\u00eancia chinesa.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O dirigente chin\u00eas, respeitoso e compungido, apresentou aos brasileiros as condol\u00eancias e a solidariedade do PCCh, retirando-se em seguida. Na sala ficaram os brasileiros com sua dor.<\/p>\n<p class=\"p5\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">***<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Aldo Arantes descia as escadarias da esta\u00e7\u00e3o Para\u00edso do metr\u00f4 quando um grupo de policiais que pareceu surgir do nada lhe caiu em cima, aos berros e trambolh\u00f5es, sem lhe dar chance de rea\u00e7\u00e3o. Passava das dez da noite do dia 15 de dezembro de 1976. Encapuzado, lan\u00e7ado no ch\u00e3o de um carro, ali mesmo come\u00e7ou a apanhar.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Menos de uma hora antes Aldo e Haroldo Lima haviam desembarcado nas proximidades do Ibirapuera de um carro do qual a marca, o modelo e a cor n\u00e3o conheciam, porque vendados. Rec\u00e9m terminara a reuni\u00e3o do Comit\u00ea Central do PCdoB e ambos compunham uma das duplas que, a intervalos, deixariam a casa onde ocorrera o encontro ultrassecreto. Antes haviam sa\u00eddo Jo\u00e3o Batista Drummond e Wladimir Pomar. Os pr\u00f3ximos, Jover Telles e Jos\u00e9 Novaes, sairiam na madrugada seguinte, conduzidos pelo motorista Joaquim Lima e por Elza Monnerat, integrante do Comit\u00ea Central e participante da Guerrilha do Araguaia, encarregada do transporte dos participantes da reuni\u00e3o. Na casa restaria o hist\u00f3rico dirigente Pedro Pomar, \u00c2ngelo Arroyo, um dos comandantes do Araguaia, e Maria Trindade, que l\u00e1 morava e ajudava na infraestrutura.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Jo\u00e3o Batista Drummond e Wladimir Pomar foram presos na regi\u00e3o da Avenida Nove de Julho, logo ap\u00f3s desembarcarem do mesmo carro em que, horas depois, viajariam Aldo Arantes e Haroldo Lima. Este foi seguido at\u00e9 em casa e preso na manh\u00e3 do dia seguinte. A dupla Jover Telles e Jos\u00e9 Novaes saiu ilesa, mas n\u00e3o Elza Monnerat e o motorista Joaquim Celso de Lima, presos ap\u00f3s deix\u00e1-los em algum ponto da cidade. Na manh\u00e3 seguinte, 16, a casa da Rua Pio XI foi atacada por uma for\u00e7a descomunal de policiais e militares fortemente armados. Cobriram-na de balas, matando Pedro Pomar e \u00c2ngelo Arroyo. Maria Trindade, militante que ali morava, foi presa.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">As reuni\u00f5es do Comit\u00ea Central, realizadas a cada seis meses, eram cercadas de medidas extremas de seguran\u00e7a. Contavam sempre com apenas metade dos seus membros, que se revezavam, de modo que ao menos uma parte da dire\u00e7\u00e3o restasse a salvo de eventual ataque repressivo. Os membros, apanhados sempre \u00e0 noite em locais da cidade combinados com pouca anteced\u00eancia, seguiam vendados at\u00e9 o local da reuni\u00e3o e assim permaneciam at\u00e9 que o carro estacionasse numa garagem fechada, com entrada direta para a casa. Os procedimentos durante a reuni\u00e3o eram rigorosos. Nenhum vizinho deveria suspeitar do encontro, raz\u00e3o pela qual a regra do sil\u00eancio era absoluta na sala com portas e janelas cerradas. Nenhuma voz elevada, nenhum debate veemente, nenhum cumprimento efusivo, nenhum movimento que resultasse em ru\u00eddos. Para todos os efeitos ali morava um casal de idosos \u2013 Jo\u00e3o Amazonas e Elza Monnerat \u2013 e os empregados Joaquim e Maria. Tudo bastante convencional.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Mas nada disso resistiu ao que de pior poderia acontecer: a exist\u00eancia de um traidor entre os dirigentes ali reunidos. Jover Telles, baseado no Rio de Janeiro, havia sido preso tr\u00eas meses antes, sem que ningu\u00e9m soubesse, e negociado com a pol\u00edcia. Em troca do bom tratamento, da liberdade e de algumas vantagens, entregaria a reuni\u00e3o do Comit\u00ea Central do Partido. Foi o que fez. Levou a repress\u00e3o ao ponto onde seria apanhado para a reuni\u00e3o. E a pol\u00edcia armou seu plano de ataque. Durante os dias em que esteve reunido com seus camaradas, Jover portou-se como se nada de anormal houvesse ocorrido.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O \u00fanico dos participantes da reuni\u00e3o que escapou, fora o pr\u00f3prio Jover, foi Jos\u00e9 Novaes, que teve a sorte de sair da casa em dupla com o traidor, poupado pela pol\u00edcia. Jover desapareceu antes mesmo que raiasse o dia 16 de dezembro. Somente tempos depois investiga\u00e7\u00f5es revelaram sua trai\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">As torturas come\u00e7aram j\u00e1 ap\u00f3s as pris\u00f5es, no DOI-Codi da tristemente famosa Rua Tut\u00f3ia. Jo\u00e3o Batista Drummond n\u00e3o resistiu e morreu horas depois. Aldo, Haroldo, Elza Monnerat e Wladimir Pomar (filho de Pedro Pomar) foram transferidos para o Rio, na madrugada do dia 17 de dezembro, onde as sev\u00edcias, sob os mais perversos requintes, se prolongaram por dias a fio no macabro quartel da Pol\u00edcia do Ex\u00e9rcito, na Rua Bar\u00e3o de Mesquita, na Tijuca. Not\u00f3rio centro de torturas da ditadura, l\u00e1 Aldo Arantes ouviu o que jamais abandonaria sua mem\u00f3ria e que lhe vem frequentemente como pesadelo: certa madrugada foi acordado pelos gritos lancinantes de um homem adulto que, massacrado pelo supl\u00edcio, suplicava pela m\u00e3e, n\u00e3o por Deus, n\u00e3o pelo pai, mas pela m\u00e3e. Na madrugada de terror, aquele clamor ag\u00f4nico: \u201cM\u00e3e! M\u00e3e! M\u00e3e\u201d.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">De volta a S\u00e3o Paulo, continuaram a ser torturados no DOPS e no DOI-Codi, at\u00e9 serem transferidos para o pres\u00eddio do Hip\u00f3dromo e, depois, para o do Barro Branco.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Haroldo e Aldo foram condenados a cinco anos de pris\u00e3o. \u00c0 pena de Haroldo somaram-se mais cinco anos de um processo anterior. Mas foram libertados bem antes, no segundo semestre de 1979, com a anistia.<\/p>\n<p class=\"p5\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">***<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">No dia seguinte \u00e0s pris\u00f5es, ainda no DOPS paulista, um policial olhou fixamente Haroldo Lima, cara a cara e, com satisfeita gravidade, quase soletrando as palavras, como se as degustasse, disse:<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u2013 Comunico-lhe que o seu PCdoB acabou.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Era o tom oficial: a liquida\u00e7\u00e3o do Partido. Nesse dia, 17 de dezembro, um jornal mancheteava: &#8220;O PCdoB foi destru\u00eddo&#8221; \u2013 e foi seguido pelo restante da m\u00eddia.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Em Pequim, Jo\u00e3o Amazonas, Dyn\u00e9as Aguiar e Renato Rabelo sabiam que o Partido n\u00e3o fora liquidado, mas a ditadura havia atingido \u2013 e muito gravemente \u2013 sua cabe\u00e7a. O Comit\u00ea Central estava pulverizado, seus membros no Brasil ou se encontravam mortos, ou presos ou desarticulados. Urgia, portanto, recompor a vanguarda partid\u00e1ria, o que implicava, em primeiro lugar, reunir numa dire\u00e7\u00e3o provis\u00f3ria os dirigentes que se encontravam no exterior. Aos tr\u00eas de Pequim, se somaria Di\u00f3genes Arruda, exilado na Fran\u00e7a, Nelson Levi, que morava em Portugal, e Dyn\u00e9as Aguiar, que fazia a ponte Buenos Aires\/Paris.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">A primeira iniciativa foi assegurar a edi\u00e7\u00e3o mensal da A Classe Oper\u00e1ria, cuja matriz era enviada a alguns contatos no Brasil, para reprodu\u00e7\u00e3o, e tamb\u00e9m para a r\u00e1dio Tirana, onde era veiculada no programa di\u00e1rio em l\u00edngua portuguesa. Este era o \u00fanico v\u00ednculo da dire\u00e7\u00e3o provis\u00f3ria com pelo menos parte das bases partid\u00e1rias espalhadas pelo pa\u00eds e sem liga\u00e7\u00e3o entre si. Em seguida, o desafio era localizar dirigentes no Brasil, na perspectiva de reorganizar o Partido a partir da realiza\u00e7\u00e3o de uma confer\u00eancia nacional.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Dyn\u00e9as ocupou-se dessa tarefa. Fora do Brasil desde 1972, para articular na Am\u00e9rica Latina a solidariedade \u00e0 luta do povo brasileiro e difundir a Guerrilha do Araguaia, voltou a Buenos Aires, onde ainda residia e, a partir de l\u00e1, come\u00e7ou a recompor sua rede de contatos. Trabalho dif\u00edcil e cuidadoso. N\u00e3o conhecia boa parte dos dirigentes, muitos dos quais vindos ao Partido ap\u00f3s a incorpora\u00e7\u00e3o da AP. Ademais, n\u00e3o se sabia ainda o que havia ocorrido, de fato, na casa da Lapa, nem mesmo quantos estavam presos. Havia especula\u00e7\u00f5es, a mais dram\u00e1tica delas sobre poss\u00edvel infiltra\u00e7\u00e3o. Assim, com extrema cautela, os contatos come\u00e7aram a ser feitos, primeiro no Rio Grande do Sul, depois em S\u00e3o Paulo e, a partir da\u00ed, com Bahia, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Um contato puxando o outro, tudo vagaroso, arrastado, porque em meio a rigorosas precau\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p class=\"p5\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Capa do livro: Vidas, veredas: paix\u00e3o<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-6795\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/capa_vidas_veredas_paixao53536.jpg\" border=\"0\" width=\"600\" height=\"645\" srcset=\"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/capa_vidas_veredas_paixao53536.jpg 600w, https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/capa_vidas_veredas_paixao53536-279x300.jpg 279w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; Vermelho<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No livro que produziu para a Funda\u00e7\u00e3o Maur\u00edcio Grabois em 2012 \u2013 Vidas, veredas: paix\u00e3o \u2013 o escritor e jornalista paranaense Luiz Manfredini dedicou todo um cap\u00edtulo ao dram\u00e1tico epis\u00f3dio conhecido como Chacina da Lapa. 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