{"id":6812,"date":"2013-12-21T00:03:30","date_gmt":"2013-12-21T00:03:30","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/12\/21\/exercito-pediu-para-argentina-espionar-ex-presidente-jango\/"},"modified":"2013-12-21T00:03:30","modified_gmt":"2013-12-21T00:03:30","slug":"exercito-pediu-para-argentina-espionar-ex-presidente-jango","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/12\/21\/exercito-pediu-para-argentina-espionar-ex-presidente-jango\/","title":{"rendered":"Ex\u00e9rcito pediu para Argentina espionar ex-presidente Jango"},"content":{"rendered":"<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Documento confidencial de 1976 relaciona mais de 90 nomes de exilados.<span class=\"s1\"><br \/> <\/span>3\u00b0Ex\u00e9rcito, de Cascavel, pedia informa\u00e7\u00f5es sobre &#8216;subversivos brasileiros&#8217;.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\" \/>O filho de Jango, Jo\u00e3o Vicente Goulart, entregou nesta quinta-feira (19) \u00e0 Comiss\u00e3o da Verdade um documento de 1976 em que o Ex\u00e9rcito pede ao governo argentino para monitorar e interrogar &#8220;subversivos brasileiros&#8221; que viviam no pa\u00eds vizinho \u00e0 \u00e9poca, entre eles o ex-presidente brasileiro. A lista relaciona mais de 90 nomes de exilados durante o regime militar no Brasil.  <!--more-->  <\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-6811\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/reproducaojango.jpg\" border=\"0\" width=\"620\" height=\"465\" srcset=\"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/reproducaojango.jpg 620w, https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/reproducaojango-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Para a fam\u00edlia de Jango, o documento, classificado como confidencial, comprova a espionagem ao ex-presidente durante sua estadia na Argentina por parte da chamada opera\u00e7\u00e3o Condor, colabora\u00e7\u00e3o entre regimes ditatoriais \u00e0 \u00e9poca. Os pap\u00e9is foram emitidos em 24 de mar\u00e7o de 1974, data em que \u00e9 deflagrado o golpe militar na Argentina.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Jango morreu em 1976 em sua fazenda em Mercedes, na Argentina. Cardiopata, ele teria sofrido um infarto, mas n\u00e3o foi realizada aut\u00f3psia na \u00e9poca. Na \u00faltima d\u00e9cada, evid\u00eancias levantaram a hip\u00f3tese de que o ex-presidente tenha sido envenenado por agentes das ditaduras uruguaia e argentina, em colabora\u00e7\u00e3o com o governo brasileiro.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">A principal delas foi o depoimento do ex-espi\u00e3o uruguaio Mario Neira Barreiro ao filho de Jango, Jo\u00e3o Vicente Goulart, em 2006. Preso por crimes comuns, ele cumpria pena\u00a0 no pres\u00eddio ga\u00facho de seguran\u00e7a m\u00e1xima, em Charqueadas. Barreiro disse que espionava Jango e que participou de um compl\u00f4 para introduzir uma subst\u00e2ncia mortal nos medicamentos que o ex-presidente tomava.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Em 2007, a fam\u00edlia de Jango solicitou ao Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF) a reabertura das investiga\u00e7\u00f5es. O pedido de exuma\u00e7\u00e3o foi aceito em maio deste ano pela Comiss\u00e3o Nacional da Verdade (CNV) e realizado em novembro. O resultado ainda n\u00e3o saiu.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Os registros oficiais foram entregues ao Diretor de Comunica\u00e7\u00e3o do Instituto Jo\u00e3o Goulart, Christopher Goulart, neto de Jango e advogado da fam\u00edlia. Depois de receber o documento, ele pediu uma audi\u00eancia com a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, para tentar esclarecer as provid\u00eancias que foram tomadas pela ditatura argentina na \u00e9poca.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Ex\u00e9rcito solicitou dados ao governo argentino<span class=\"s2\"><br \/> <\/span>Com marca d\u2019\u00e1gua do 3\u00b0Ex\u00e9rcito, de Cascavel (PR), o regimento solicita ao governo argentino informa\u00e7\u00f5es sobre os nomes, como a localiza\u00e7\u00e3o, documentos de identifica\u00e7\u00e3o, fotos recentes, poss\u00edveis acompanhantes, eventuais planos de fuga, meios de transporte e destino. C\u00f3pias de interrogat\u00f3rios tamb\u00e9m s\u00e3o pedidas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\u201cDados solicitados: obter atrav\u00e9s das For\u00e7as de Seguran\u00e7a Argentinas a confirma\u00e7\u00e3o da presen\u00e7a dos relacionados, sua localiza\u00e7\u00e3o atual e outros dados. Obter tamb\u00e9m a rela\u00e7\u00e3o dos brasileiros l\u00e1 radicados que pretendem sair, registrando sempre que poss\u00edvel\u201d, diz o texto escrito no documento.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; G1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Documento confidencial de 1976 relaciona mais de 90 nomes de exilados. 3\u00b0Ex\u00e9rcito, de Cascavel, pedia informa\u00e7\u00f5es sobre &#8216;subversivos brasileiros&#8217;. O filho de Jango, Jo\u00e3o Vicente Goulart, entregou nesta quinta-feira (19) \u00e0 Comiss\u00e3o da Verdade um documento de 1976 em que o Ex\u00e9rcito pede ao governo argentino para monitorar e interrogar &#8220;subversivos brasileiros&#8221; que viviam no [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":6811,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6812"}],"collection":[{"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6812"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6812\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6811"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6812"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6812"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6812"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}