{"id":6989,"date":"2014-03-06T13:17:53","date_gmt":"2014-03-06T13:17:53","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2014\/03\/06\/dallari-quer-antecipar-relatorio-da-comissao-da-verdade\/"},"modified":"2014-03-06T13:17:53","modified_gmt":"2014-03-06T13:17:53","slug":"dallari-quer-antecipar-relatorio-da-comissao-da-verdade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2014\/03\/06\/dallari-quer-antecipar-relatorio-da-comissao-da-verdade\/","title":{"rendered":"Dallari quer antecipar relat\u00f3rio da Comiss\u00e3o da Verdade"},"content":{"rendered":"<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\" \/>No seu segundo mandato como coordenador da Comiss\u00e3o Nacional da Verdade, o advogado e professor Pedro Dallari est\u00e1 preocupado sobretudo com a produ\u00e7\u00e3o do relat\u00f3rio final. Nas reuni\u00f5es do grupo, ele tem dito que considera muito bom o resultado das investiga\u00e7\u00f5es j\u00e1 feitas. Na avalia\u00e7\u00e3o dele, o foco principal a partir de agora, deve ser a organiza\u00e7\u00e3o do material e a reda\u00e7\u00e3o do texto final.  <!--more-->  <\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Outro argumento de Dallari \u00e9 que a comiss\u00e3o n\u00e3o encerra o esfor\u00e7o de esclarecimento de fatos ocorridos no per\u00edodo do regime militar. &#8220;Ela n\u00e3o vai esgotar todas as investiga\u00e7\u00f5es&#8221;, disse ele \u00e0 reportagem.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O prazo previsto para a entrega do relat\u00f3rio \u00e0 presidente Dilma Rousseff \u00e9 16 de dezembro. Dallari j\u00e1 trabalha, por\u00e9m, para que seja adiantado em seis dias. A meta \u00e9 fazer a entrega coincidir com a celebra\u00e7\u00e3o do Dia Internacional dos Direitos Humanos, em 10 de dezembro.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">A preocupa\u00e7\u00e3o do coordenador coincide com a do Pal\u00e1cio do Planalto. Diante das constantes diverg\u00eancias internas e press\u00f5es de familiares de mortos e desaparecidos para a continuidade das apura\u00e7\u00f5es, existe o temor em Bras\u00edlia de que o relat\u00f3rio n\u00e3o fique pronto no prazo.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">De acordo com a lei que criou a comiss\u00e3o e deu a ela a tarefa de investigar graves viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos, seu prazo original de funcionamento iria at\u00e9 mar\u00e7o. A pedidos do grupo, por\u00e9m, Dilma estendeu as atividades por sete meses.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o se espera um novo adiamento. Entre outras coisas porque o governo tem expectativas pol\u00edticas em rela\u00e7\u00e3o ao relat\u00f3rio. Destinado a funcionar como uma esp\u00e9cie de acerto com o passado, ele pode se transformar em uma das marcas da presidente na \u00e1rea de direitos humanos.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O documento tamb\u00e9m ser\u00e1 usado diante da Corte Interamericana de Direitos Humanos. Em 2010, ao julgar uma demanda de familiares de militantes de esquerda mortos na Guerrilha do Araguaia, aquela corte condenou o Brasil por viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Diante das exig\u00eancias de repara\u00e7\u00f5es e esclarecimentos, o governo deve usar o relat\u00f3rio final como parte de sua resposta.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Diverg\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Na avalia\u00e7\u00e3o de militantes de organiza\u00e7\u00f5es de direitos humanos, a resposta \u00e0 corte internacional \u00e9 a preocupa\u00e7\u00e3o maior do governo. &#8220;Acho que a comiss\u00e3o nem teria sido criada pelo governo se n\u00e3o houvesse a condena\u00e7\u00e3o na corte&#8221;, diz a presidente do Grupo Tortura Mais, se\u00e7\u00e3o Rio, professora Victoria Grabois Ol\u00edmpio.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Ela defende que o grupo coordenado por Dallari concentre esfor\u00e7os nos pr\u00f3ximos meses na busca de pistas que possam levar ao esclarecimento dos casos de mortos e desaparecidos. &#8220;\u00c9 preciso ouvir mais militares e policiais que possam dizer o que ocorreu. A comiss\u00e3o n\u00e3o fez muita coisa a respeito disso, embora tenha falado muito.&#8221;<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">A opini\u00e3o de Victoria, que perdeu o pai, o irm\u00e3o e o marido na guerrilha, n\u00e3o \u00e9 compartilhada por todos os integrantes da comiss\u00e3o. Uma parte deles defende que o tempo final de trabalho seja dedicado sobretudo aos depoimentos das v\u00edtimas. Argumentam que \u00e9 tarefa do grupo dar voz a perseguidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; O Estado de S. Paulo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No seu segundo mandato como coordenador da Comiss\u00e3o Nacional da Verdade, o advogado e professor Pedro Dallari est\u00e1 preocupado sobretudo com a produ\u00e7\u00e3o do relat\u00f3rio final. 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