{"id":7028,"date":"2014-03-19T19:35:23","date_gmt":"2014-03-19T19:35:23","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2014\/03\/19\/livros-ditadura-para-ingles-ver\/"},"modified":"2014-03-19T19:35:23","modified_gmt":"2014-03-19T19:35:23","slug":"livros-ditadura-para-ingles-ver","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2014\/03\/19\/livros-ditadura-para-ingles-ver\/","title":{"rendered":"LIVROS &#8211; Ditadura para ingl\u00eas ver"},"content":{"rendered":"<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Citando a m\u00e1xima &#8220;A verdade \u00e9 raramente pura e nunca simples&#8221;, de Oscar Wilde, Geraldo Cantarino introduz seu novo e quarto\u00a0 livro A Ditadura que o Ingl\u00eas Viu (Maud X Editora, R$ 44,90). Recorrer ao infame irland\u00eas Wilde para revelar os interesses e impress\u00f5es dos ingleses num Brasil mergulhado nos primeiros 15 anos de ditadura parece mais uma ironia do destino. E \u00e9.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-7027\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/ditadura_ingles_viu_capa_01.jpg\" border=\"0\" width=\"300\" height=\"500\" \/><\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Com um toque &#8220;shelockiano&#8221;, o livro re\u00fane documentos sigilosos arquivados no Arquivo Nacional brit\u00e2nico, em Londres, onde Cantarino revirou cerca de mil pastas trazendo a p\u00fablico documentos que revelam justa e friamente a ditadura que o ingl\u00eas viu.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"line-height: 1.3em;\">No momento em que o golpe de 1964 completa 50 anos e que o Brasil est\u00e1 sob os holofotes, essa \u00e9 mais uma contribui\u00e7\u00e3o para se revisitar o passado brasileiro sob uma \u00f3tica internacional.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><strong>T\u00edtulo do livro <\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><strong>A DITADURA QUE O INGL\u00caS VIU. <\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><strong> <\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Subt\u00edtulo do livro <\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Documentos diplom\u00e1ticos sigilosos revelam a vis\u00e3o brit\u00e2nica do Brasil desde o golpe de 1964 at\u00e9 o processo de abertura pol\u00edtica em 1979.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Resumo do livro <\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O livro re\u00fane documentos sigilosos arquivados no arquivo oficial do Reino Unido, em Londres, que revelam a vis\u00e3o brit\u00e2nica dos primeiros 15 anos da ditadura no Brasil. Telegramas, cartas e relat\u00f3rios mostram como diplomatas brit\u00e2nicos no Rio de Janeiro, S\u00e3o Paulo e Bras\u00edlia viram, reportaram e comentaram os acontecimentos mais marcantes do pa\u00eds, do golpe civil-militar de 1964 ao processo de abertura pol\u00edtica em 1979.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Trecho da orelha do livro <\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Pesquisada em 270 pastas do The National Archives, arquivo oficial do governo do Reino Unido, a documenta\u00e7\u00e3o fornece uma desapaixonada vis\u00e3o de nossa hist\u00f3ria. Ela mostra como os seis embaixadores, que atuaram no Brasil nesse per\u00edodo, acompanharam a evolu\u00e7\u00e3o do regime militar sob o ponto de vista dos interesses brit\u00e2nicos, buscando novas oportunidades de neg\u00f3cio. Al\u00e9m de observadores internacionais, eles se tornaram tamb\u00e9m personagens daquele momento hist\u00f3rico. O embaixador Sir David Hunt, por exemplo, correu o risco de ser sequestrado para ser trocado por prisioneiros pol\u00edticos e teve a sua seguran\u00e7a refor\u00e7ada. Dispostas cronologicamente, as correspond\u00eancias diplom\u00e1ticas formam uma retrospectiva daquele per\u00edodo com relatos sobre os principais assuntos daquele momento hist\u00f3rico: deposi\u00e7\u00e3o do presidente Jo\u00e3o Goulart, cassa\u00e7\u00e3o de<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">mandatos, censura, repress\u00e3o, luta armada, sequestros, milagre econ\u00f4mico, pris\u00f5es, tortura, desaparecimentos, mortes, ex\u00edlio, anistia. No momento em que o golpe de 1964 completa 50 anos, este livro \u00e9 mais uma contribui\u00e7\u00e3o para se revisitar o nosso passado sob uma \u00f3tica internacional.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Cita\u00e7\u00f5es do novo livro <\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u201cEstou certo de que a maioria dos brasileiros est\u00e1 aliviada com o desaparecimento do Sr. Goulart e de seu s\u00e9quito, composto apenas de extremistas e oportunistas. O pa\u00eds, como um todo, estava cansado de sua administra\u00e7\u00e3o vacilante e cada vez mais preocupado com sua propens\u00e3o indigna a demonstra\u00e7\u00f5es de esquerda. (&#8230;) N\u00e3o acredito que esta tenha sido a \u00faltima luta pol\u00edtica no Brasil. Apesar de a esquerda estar agora sem l\u00edderes, \u00e9 praticamente certo que em breve ela ressurgir\u00e1 como uma for\u00e7a pol\u00edtica.\u201d<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Sir Leslie Fry, embaixador brit\u00e2nico no Brasil, em 6 de abril de 1964.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u201cA hist\u00f3ria, penso eu, ir\u00e1 dizer que, no interesse a longo prazo do Brasil, a revolu\u00e7\u00e3o de 1964 foi ben\u00e9fica e at\u00e9 necess\u00e1ria. A outra alternativa seria certamente um desastre. Por extens\u00e3o, o mesmo poderia ser dito, inicialmente, sobre a reafirma\u00e7\u00e3o da Revolu\u00e7\u00e3o em dezembro de 1968. (&#8230;) Por\u00e9m, come\u00e7o a ter agora uma sensa\u00e7\u00e3o desagrad\u00e1vel de que o expurgo foi longe demais e continua muito longo.\u201d<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Sir John Russell, embaixador brit\u00e2nico no Brasil, em 15 de maio de 1969.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Sobre o autor: <\/strong>Geraldo Cantarino \u00e9 jornalista formado pela Universidade Federal Fluminense, em Niter\u00f3i-RJ, cidade em que nasceu. Possui Diploma Avan\u00e7ado do Curso de Dire\u00e7\u00e3o para Televis\u00e3o e Teatro da Artts International, no norte da Inglaterra, e Mestrado em Document\u00e1rio para Televis\u00e3o pelo Goldsmiths College, da Universidade de Londres. Ganhou bolsa de estudos da ag\u00eancia de not\u00edcias Visnews para um programa em jornalismo internacional realizado em cinco pa\u00edses (Estados Unidos, Canad\u00e1, Inglaterra,<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Alemanha e Su\u00ed\u00e7a). Foi produtor do programa Globo Ci\u00eancia e de outras s\u00e9ries educativas da Funda\u00e7\u00e3o Roberto Marinho, veiculadas pela Rede Globo. Trabalhou como rep\u00f3rter da TV Bandeirantes, em Bras\u00edlia, e como roteirista e apresentador de programas da Multirio, no Rio de Janeiro. \u00c9 autor de outros tr\u00eas livros publicados pela Mauad Editora: 1964 &#8211; A Revolu\u00e7\u00e3o para ingl\u00eas ver, Uma ilha chamada Brasil e Segredos da propaganda anticomunista. Radicado na Inglaterra h\u00e1 quinze anos, Cantarino estar\u00e1 no Rio de Janeiro, entre os dias 10 e 27 de mar\u00e7o, para o lan\u00e7amento do novo livro.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211;\u00a0<span style=\"line-height: 1.3em;\">BR Press <\/span><span class=\"s1\" style=\"line-height: 1.3em;\"><a href=\"http:\/\/www.brpress.net\/\"><span class=\"s2\">www.brpress.net<\/span><\/a><\/span><span style=\"line-height: 1.3em;\"> <\/span><span style=\"line-height: 1.3em;\"> e <\/span><span style=\"line-height: 1.3em;\">jornalggn<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Citando a m\u00e1xima &#8220;A verdade \u00e9 raramente pura e nunca simples&#8221;, de Oscar Wilde, Geraldo Cantarino introduz seu novo e quarto\u00a0 livro A Ditadura que o Ingl\u00eas Viu (Maud X Editora, R$ 44,90). 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