{"id":7066,"date":"2014-03-28T14:03:07","date_gmt":"2014-03-28T14:03:07","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2014\/03\/28\/camara-monta-programacao-para-homenagear-resistencia-a-ditadura\/"},"modified":"2014-03-28T14:03:07","modified_gmt":"2014-03-28T14:03:07","slug":"camara-monta-programacao-para-homenagear-resistencia-a-ditadura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2014\/03\/28\/camara-monta-programacao-para-homenagear-resistencia-a-ditadura\/","title":{"rendered":"C\u00e2mara monta programa\u00e7\u00e3o para homenagear resist\u00eancia \u00e0 ditadura"},"content":{"rendered":"<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\" \/>A resist\u00eancia e o combate \u00e0 ditadura militar ser\u00e3o lembrados em extensa programa\u00e7\u00e3o elaborada para marcar os 50 anos do golpe militar que instalou no Brasil uma ditadura que durou 24 anos. Na pr\u00f3xima ter\u00e7a-feira (1\u00ba), al\u00e9m da sess\u00e3o solene, haver\u00e1 um ato pol\u00edtico, \u00e0 tarde, precedido de homenagem ao ex-deputado Rubens Paiva.  <!--more-->  <\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-7065\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/ato_contra_ditadura58501.jpg\" border=\"0\" width=\"473\" height=\"298\" srcset=\"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/ato_contra_ditadura58501.jpg 473w, https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/ato_contra_ditadura58501-300x189.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 473px) 100vw, 473px\" \/><\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">O ato pol\u00edtico vai reunir representantes do PCdoB, PT e PDT e as funda\u00e7\u00f5es Maur\u00edcio Grabois, Perseu Abramo e Leonel Brizola-Alberto Pasqualini, al\u00e9m de familiares de Rubens Paiva, Jo\u00e3o Goulart e Honestino Guimar\u00e3es, os dois \u00faltimos tamb\u00e9m v\u00edtimas da ditadura militar.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Antes do ato pol\u00edtico, marcado para \u00e0s 18h30min no audit\u00f3rio Nereu Ramos \u2013 o maior da C\u00e2mara dos Deputados \u2013, haver\u00e1 aposi\u00e7\u00e3o do busto do ex-deputado Rubens Paiva, torturado e morto pela ditadura, cujo corpo continua desaparecido.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Ainda como parte da programa\u00e7\u00e3o, haver\u00e1 o lan\u00e7amento do livro Perfil Parlamentar de Rubens Paiva, biografia do ex-deputado federal assassinado em 1971 em um quartel no Rio de Janeiro. Ele foi um dos principais opositores da ditadura militar.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Escrito pelo jornalista Jason T\u00e9rcio, o livro traz informa\u00e7\u00f5es in\u00e9ditas sobre a pris\u00e3o e a morte do ex-parlamentar. A publica\u00e7\u00e3o apresenta, por exemplo, o documento, com carimbo de confidencial, a respeito da deten\u00e7\u00e3o de Rubens Paiva e informa que ele foi levado no dia 25 de janeiro de 1971 para o Quartel General da 3\u00aa Zona A\u00e9rea e de l\u00e1 para o extinto Destacamento de Opera\u00e7\u00f5es de Informa\u00e7\u00f5es \u2013 Centro de Opera\u00e7\u00f5es de Defesa Interna (DOI-Codi), no Rio de Janeiro.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Hist\u00f3ria de Rubem Paiva<\/strong><\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Engenheiro civil de forma\u00e7\u00e3o, Paiva come\u00e7ou sua curta carreira pol\u00edtica em 1962 como deputado federal pelo PTB de S\u00e3o Paulo. No ano seguinte, foi vice-presidente da CPI que investigou irregularidades no Instituto Brasileiro de A\u00e7\u00e3o Democr\u00e1tica (Ibad), \u00f3rg\u00e3o que combatia o comunismo no pa\u00eds. Jason T\u00e9rcio diz que o livro traz novidades sobre o trabalho ativo de Rubens Paiva na CPI, que provocou a cassa\u00e7\u00e3o de seu mandato pelo Ato Institucional n\u00ba 1, em 1964.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">No dia 20 de janeiro de 1971, a casa de Rubens Paiva em Ipanema foi invadida \u2013 o ex-deputado foi levado por militares da Aeron\u00e1utica sem mandado de pris\u00e3o. Autoridades militares justificaram a deten\u00e7\u00e3o sob o argumento de que Paiva mantinha correspond\u00eancia com brasileiros exilados no Chile. Havia a suspeita de que ele servisse de contato do Movimento Revolucion\u00e1rio 8 de Outubro (MR-8) e tamb\u00e9m do homem mais procurado do pa\u00eds, Carlos Lamarca, o que Jason T\u00e9rcio desmente no livro.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Rubens Paiva foi dado como desaparecido pelo Ex\u00e9rcito, que declarou que ele havia sido sequestrado ao ser levado por agentes do DOI-Codi. A vers\u00e3o foi contestada por sua esposa, que, baseada em depoimentos de testemunhas, afirmou que ele teria sido torturado at\u00e9 a morte.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">A biografia apresenta as diferentes hip\u00f3teses de desaparecimento de Rubens Paiva, inclusive a mais prov\u00e1vel, na opini\u00e3o de Jason T\u00e9rcio, de que ele teria sido enterrado na Floresta da Tijuca. &#8220;Porque ali havia uma delegacia vinculada aos \u00f3rg\u00e3os de repress\u00e3o. Um militar (em depoimento \u00e0 Comiss\u00e3o Nacional da Verdade) informou que o corpo foi desenterrado de l\u00e1, enterrado na praia do Recreio dos Bandeirantes e, dois anos depois, jogado no mar ou no rio.&#8221;<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">O atestado de \u00f3bito de Rubens Paiva foi emitido apenas em 1995, ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o da Lei dos Desaparecidos Pol\u00edticos.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; Vermelho<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A resist\u00eancia e o combate \u00e0 ditadura militar ser\u00e3o lembrados em extensa programa\u00e7\u00e3o elaborada para marcar os 50 anos do golpe militar que instalou no Brasil uma ditadura que durou 24 anos. 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