{"id":7078,"date":"2014-03-28T21:35:08","date_gmt":"2014-03-28T21:35:08","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2014\/03\/28\/infiltrado-fotografo-registrou-o-comeco-do-regime-militar\/"},"modified":"2014-03-28T21:35:08","modified_gmt":"2014-03-28T21:35:08","slug":"infiltrado-fotografo-registrou-o-comeco-do-regime-militar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2014\/03\/28\/infiltrado-fotografo-registrou-o-comeco-do-regime-militar\/","title":{"rendered":"Infiltrado, fot\u00f3grafo registrou o come\u00e7o do regime militar"},"content":{"rendered":"<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Confundido com um fot\u00f3grafo do ex\u00e9rcito, Evandro Teixeira, do Jornal do Brasil, entrou no Forte de Copacabana na madrugada do dia 1\u00ba de abril e fez imagens dos primeiros momentos do golpe de 1964<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-7071\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/140321golpe64evandroteixeiraacervo01.jpg\" border=\"0\" width=\"300\" height=\"200\" \/><\/p>\n<address style=\"text-align: justify;\"><span style=\"line-height: 1.3em;\">\u00danico civil no Forte de Copacabana na madrugada do dia 1\u00ba de abril de 1964, o fotojornalista Evandro Teixeira fez registros exclusivos, como este, do primeiro ato da ditadura militar. <\/span><span style=\"line-height: 1.3em;\">Foto: Evandro Teixeira  <!--more-->  <\/span><\/address>\n<p class=\"p4\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p5\" style=\"text-align: justify;\">Quando os dois principais comandantes militares que articularam o golpe de 1964 decidiram que Jo\u00e3o Goulart, o Jango, n\u00e3o seria mais presidente da Rep\u00fablica, o Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro, foi para onde eles rumaram para acompanhar os desdobramentos da decis\u00e3o. O marechal Humberto de Alencar Castello Branco, por exemplo, chegou ao forte na madrugada do dia 1\u00ba de abril. Com tranquilidade, entrou pelo port\u00e3o principal sem encontrar resist\u00eancia. Mal sabia ele que, j\u00e1 dentro do forte e misturado aos militares presentes, estava um civil. Era o fot\u00f3grafo do Jornal do Brasil (JB) Evandro Teixeira, hoje com 79 anos, tido como um dos mais importantes profissionais da hist\u00f3ria do jornalismo brasileiro. Em entrevista ao Terra, Evandro contou o que viu naquela madrugada, cinco d\u00e9cadas atr\u00e1s, e as experi\u00eancias pelas quais passou como fotojornalista durante o regime militar.<\/p>\n<p> <object width=\"560\" height=\"315\"><param name=\"movie\" value=\"\/\/www.youtube.com\/v\/6-bOWC_esxM?hl=pt_BR&amp;version=3&amp;rel=0\" \/><param name=\"allowFullScreen\" value=\"true\" \/><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/6-bOWC_esxM?hl=pt_BR&amp;version=3&amp;rel=0\" allowscriptaccess=\"always\" allowfullscreen=\"true\"><\/embed><\/object> <\/p>\n<address style=\"text-align: justify;\">&#8220;Achavam que eu era fot\u00f3grafo do ex\u00e9rcito&#8221;, lembra Evandro Teixeira<\/address>\n<p class=\"p6\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p5\" style=\"text-align: justify;\"><strong>A tomada do forte<\/strong><\/p>\n<p class=\"p5\" style=\"text-align: justify;\">Eu morava na rua J\u00falio de Castilhos, em Copacabana, e jogava voleibol com um grupo de amigos no posto 6. Entre eles estava o Lino, capit\u00e3o do time. Pois na madrugada do dia 1\u00ba de abril, Lino apareceu na minha casa e disse: \u201cOlha, a revolu\u00e7\u00e3o estourou e o forte est\u00e1 sendo tomado &#8211; quer tentar entrar comigo?\u201d Escondi minha Leica (c\u00e2mera fotogr\u00e1fica) e fomos. Ele ent\u00e3o disse: \u201cSe entrar entrou, mas se n\u00e3o entrar voc\u00ea n\u00e3o me conhece, sen\u00e3o fica ruim para mim\u201d. Chegando l\u00e1 Lino bateu contin\u00eancia, eu bati tamb\u00e9m, falei qualquer coisa e entrei. Enrolei a voz. Fomos direto para a sala de comandantes. Em seguida chegou o (marechal)\u00a0Castello Branco com um monte de oficiais. Continuei por l\u00e1 fotografando todos, formados. O mais engra\u00e7ado \u00e9 que eles achavam que eu era fot\u00f3grafo do ex\u00e9rcito. Mandavam eu tirar uma foto aqui, outra ali. Todo mundo fazia pose, todos dur\u00f5es. Passados alguns minutos, o Leno piscou os olhos como quem diz \u201ct\u00e1 bom, te manda\u201d. E eu me mandei. Foi assim que fui o \u00fanico a registrar aquele momento. Como dizia o jornalista Marcos S\u00e1 Corr\u00eaa: \u201cFoi a foto de um movimento paralisado, porque n\u00e3o aconteceu nada, mas ficou simbolizado como o dia primeiro da revolu\u00e7\u00e3o no Brasil\u201d.<\/p>\n<p> <object width=\"560\" height=\"315\"><param name=\"movie\" value=\"\/\/www.youtube.com\/v\/PCGn_AYfkrU?hl=pt_BR&amp;version=3&amp;rel=0\" \/><param name=\"allowFullScreen\" value=\"true\" \/><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/PCGn_AYfkrU?hl=pt_BR&amp;version=3&amp;rel=0\" allowscriptaccess=\"always\" allowfullscreen=\"true\"><\/embed><\/object> <\/p>\n<address style=\"text-align: justify;\">Fot\u00f3grafo relembra v\u00e9spera do golpe de 64<\/address>\n<p class=\"p6\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p6\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p5\" style=\"text-align: justify;\"><strong>A v\u00e9spera do golpe<\/strong><\/p>\n<p class=\"p5\" style=\"text-align: justify;\">Depois do com\u00edcio do Jango na Central [do Brasil], no dia 13 de mar\u00e7o, ach\u00e1vamos que algo mais grave estava para acontecer. Foi um momento tenso, dram\u00e1tico. Os militares acreditavam que o Jango era comunista, mas o Jango era um homem bom. Eu trabalhava no Pal\u00e1cio Laranjeiras (hoje resid\u00eancia oficial do goverandor do Rio de Janeiro) e ficava chateado porque ningu\u00e9m respeitava o presidente. Chegavam l\u00e1 os estivadores, por exemplo, e peitavam: \u201co Jango tem que nos receber hoje!\u201d. E eles entravam. Mas n\u00e3o havia respeito. Jango era um homem simples que queria construir um Brasil melhor e por isso foi taxado de comunista.<\/p>\n<p> <object width=\"560\" height=\"315\"><param name=\"movie\" value=\"\/\/www.youtube.com\/v\/NKIeouWaJ78?hl=pt_BR&amp;version=3&amp;rel=0\" \/><param name=\"allowFullScreen\" value=\"true\" \/><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/NKIeouWaJ78?hl=pt_BR&amp;version=3&amp;rel=0\" allowscriptaccess=\"always\" allowfullscreen=\"true\"><\/embed><\/object> <\/p>\n<address style=\"text-align: justify;\">Fot\u00f3grafo fala como funcionava censura na reda\u00e7\u00e3o do JB<\/address>\n<p class=\"p6\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p6\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p5\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Censura<\/strong><\/p>\n<p class=\"p5\" style=\"text-align: justify;\">Foram tantas (as vezes em que fui censurado)\u00a0que nem me lembro quando foi a primeira vez. Nunca fotografei pensando nisso. Deixava a censura em segundo plano. No come\u00e7o [da ditadura] a coisa era mais branda. Piorou em 1968, depois do AI-5 (ato institucional que suspendeu importantes garantias constitucionais). A foto do cartaz \u201cAbaixo a <a href=\"http:\/\/www.terra.com.br\/noticias\/infograficos\/desaparecidos-da-ditadura\">Ditadura<\/a>\u201d, feita durante a Passeata dos 100 mil, por exemplo, foi proibida. Os militares moravam na reda\u00e7\u00e3o do JB e viam tudo antes de publicar. Isso quando n\u00e3o te tomavam o material ainda na rua. Quando cheg\u00e1vamos \u00e0 reda\u00e7\u00e3o, o laboratorista fazia duas copias do material. Uma era mandada para o fotolito para ampliar e a outra era guardada. Quando o editor de fotografia escolhia a foto para a primeira pagina, ele mesmo ampliava. Nesse dia [da passeata], logo que o editor escolheu a imagem, o capit\u00e3o que comandava a censura vetou e disse: \u201cVoc\u00eas est\u00e3o achando que sou burro? Rasga essa merda\u201d. Mostramos uma sele\u00e7\u00e3o e eles deixaram publicar uma que mostrava bem a multid\u00e3o, mas que n\u00e3o se permitia ler o que estava nas faixas.<\/p>\n<p class=\"p4\" style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/terratv.terra.com.br\/default.aspx?play=1&amp;cid=7366121\"><\/a><\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p5\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Costa e Silva e a pris\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p class=\"p5\" style=\"text-align: justify;\">(O general)\u00a0Costa e Silva (segundo presidente do regime militar) at\u00e9 era um homem engra\u00e7ado. Mas ainda assim, mandou me prender. O presidente foi inaugurar uma exposi\u00e7\u00e3o de armas da Guerra do Paraguai no Monumento aos Pracinhas, no Aterro do Flamengo. Fotografei sem problemas. Na sa\u00edda, quando Costa e Silva j\u00e1 estava indo embora, eu avistei umas lib\u00e9lulas apoiadas nas baionetas e fiz dois ou tr\u00eas fotogramas. No dia seguinte o JB publicou essas fotos na primeira p\u00e1gina. A do Costa Silva entrou pequena, no meio do jornal. Algu\u00e9m contou para ele e quando eu cheguei no Pal\u00e1cio Laranjeiras, onde faz\u00edamos plant\u00e3o, ele mandou me chamar. Entrei e disse: \u201cPois n\u00e3o, meu presidente?\u201d. E ele disse: \u201cO senhor n\u00e3o me respeita?\u201d. Respondi: \u00a0\u201cO que eu fiz?\u201d. E o presidente disse: \u201cEnt\u00e3o as lib\u00e9lulas entram na primeira p\u00e1gina e o presidente no meio do jornal, numa foto pequena?\u201d Eu expliquei que foi uma quest\u00e3o de edi\u00e7\u00e3o. E pra que fui falar isso\u2026 Acabei ficando uma noite detido no Pal\u00e1cio. Era um castigo. N\u00e3o foi uma pris\u00e3o de fato, mas um castigo. Tive que ficar a noite toda tomando caf\u00e9 com os pra\u00e7as que faziam a seguran\u00e7a do Pal\u00e1cio.<\/p>\n<p class=\"p4\" style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/terratv.terra.com.br\/default.aspx?play=1&amp;cid=7366133\"><\/a><\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p6\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p5\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Primeiro de abril<\/strong><\/p>\n<p class=\"p5\" style=\"text-align: justify;\">Como o dia 1\u00ba de abril \u00e9 o dia da mentira, os militares preferem dizer que a data do golpe foi 31 de mar\u00e7o para evitar piadas. Mas as fotos da tomada foram publicadas no dia 2 de abril e isso prova que tudo aconteceu mesmo no dia 1\u00ba. No fim ficou valendo a voz deles, porque vale mais sempre a for\u00e7a contra a verdade.<\/p>\n<p class=\"p5\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p5\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-7072\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/140321golpe64evandroteixeiraacervo02.jpg\" border=\"0\" width=\"619\" height=\"464\" srcset=\"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/140321golpe64evandroteixeiraacervo02.jpg 619w, https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/140321golpe64evandroteixeiraacervo02-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 619px) 100vw, 619px\" \/><\/p>\n<p class=\"p1\">O registro de lib\u00e9lulas pousadas nas baionetas de soldados durante evento com a presen\u00e7a do marechal Costa e Silva rendeu uma noite de pris\u00e3o \u00e0 Evandro Teixeira<\/p>\n<p class=\"p5\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\">Foto: Evandro Teixeira<\/p>\n<p class=\"p1\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-7071\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/140321golpe64evandroteixeiraacervo01.jpg\" border=\"0\" width=\"619\" height=\"464\" srcset=\"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/140321golpe64evandroteixeiraacervo01.jpg 619w, https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/140321golpe64evandroteixeiraacervo01-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 619px) 100vw, 619px\" \/><\/p>\n<p class=\"p1\">\u00danico civil no Forte de Copacabana na madrugada do dia 1\u00ba de abril de 1964, o fotojornalista Evandro Teixeira fez registros exclusivos do primeiro ato da ditadura militar<\/p>\n<p class=\"p1\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\">Foto: Evandro Teixeira<\/p>\n<p class=\"p1\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-7073\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/140321golpe64evandroteixeiraacervo03.jpg\" border=\"0\" width=\"619\" height=\"464\" srcset=\"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/140321golpe64evandroteixeiraacervo03.jpg 619w, https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/140321golpe64evandroteixeiraacervo03-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 619px) 100vw, 619px\" \/><\/p>\n<p class=\"p1\">Fotos que Evandro Teixeira fez da Passeata dos Cem mil (1968) e que mostravam as faixas dos manifestantes foram censuradas por um agente do governo que ficava na reda\u00e7\u00e3o do Jornal do Brasil, onde ele trabalhava<\/p>\n<p class=\"p1\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\">Foto: Evandro Teixeira<\/p>\n<p class=\"p1\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-7074\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/140321golpe64evandroteixeiraacervo04.jpg\" border=\"0\" width=\"619\" height=\"464\" srcset=\"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/140321golpe64evandroteixeiraacervo04.jpg 619w, https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/140321golpe64evandroteixeiraacervo04-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 619px) 100vw, 619px\" \/><\/p>\n<p class=\"p1\">Estrelas da MPB e do teatro, como Caetano Veloso, Gilberto Gil, T\u00f4nia Carrero e Paulo Autran participaram da Passeata dos Cem mil, no Centro do Rio de Janeiro, em 1968<\/p>\n<p class=\"p1\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\">Foto: Evandro Teixeira<\/p>\n<p class=\"p1\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-7075\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/140321golpe64evandroteixeiraacervo05.jpg\" border=\"0\" width=\"619\" height=\"464\" srcset=\"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/140321golpe64evandroteixeiraacervo05.jpg 619w, https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/140321golpe64evandroteixeiraacervo05-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 619px) 100vw, 619px\" \/><\/p>\n<p class=\"p1\">A Passeata dos 100 Mil come\u00e7ou na Cinel\u00e2ndia e terminou na Assembleia Legislativa. Gritos de &#8220;Abaixo a Ditadura&#8221; e &#8220;O povo no poder&#8221; foram entoados durante a marcha<\/p>\n<p class=\"p1\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\">Foto: Evandro Teixeira<\/p>\n<p class=\"p1\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-7076\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/140321golpe64evandroteixeiraacervo06.jpg\" border=\"0\" width=\"619\" height=\"464\" srcset=\"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/140321golpe64evandroteixeiraacervo06.jpg 619w, https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/140321golpe64evandroteixeiraacervo06-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 619px) 100vw, 619px\" \/><\/p>\n<p class=\"p1\">A marcha come\u00e7ou com 50 mil pessoas e terminou com mais de 100 mil &#8211; artistas, intelectuais e a popula\u00e7\u00e3o em geral participaram<\/p>\n<p class=\"p1\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\">Foto: Evandro Teixeira<\/p>\n<p class=\"p1\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-7077\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/140321golpe64evandroteixeiraacervo07.jpg\" border=\"0\" width=\"619\" height=\"464\" srcset=\"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/140321golpe64evandroteixeiraacervo07.jpg 619w, https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/140321golpe64evandroteixeiraacervo07-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 619px) 100vw, 619px\" \/><\/p>\n<p class=\"p1\">O l\u00edder estudantil Vladimir Palmeira fez discurso acalorado das escadas da Igreja da Candel\u00e1ria durante a Passeata dos Cem Mil, em 1968<\/p>\n<p class=\"p1\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\">Foto: Evandro Teixeira<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Confundido com um fot\u00f3grafo do ex\u00e9rcito, Evandro Teixeira, do Jornal do Brasil, entrou no Forte de Copacabana na madrugada do dia 1\u00ba de abril e fez imagens dos primeiros momentos do golpe de 1964 \u00danico civil no Forte de Copacabana na madrugada do dia 1\u00ba de abril de 1964, o fotojornalista Evandro Teixeira fez registros [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":7071,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7078"}],"collection":[{"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7078"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7078\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7071"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7078"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7078"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7078"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}