{"id":7120,"date":"2014-04-03T00:36:16","date_gmt":"2014-04-03T00:36:16","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2014\/04\/03\/queda-de-jango-pega-vereadores-de-ribeirao-de-surpresa\/"},"modified":"2014-04-03T00:36:16","modified_gmt":"2014-04-03T00:36:16","slug":"queda-de-jango-pega-vereadores-de-ribeirao-de-surpresa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2014\/04\/03\/queda-de-jango-pega-vereadores-de-ribeirao-de-surpresa\/","title":{"rendered":"Queda de Jango pega vereadores de Ribeir\u00e3o de surpresa"},"content":{"rendered":"<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Na sess\u00e3o do dia 31 de mar\u00e7o de 1964, C\u00e2mara n\u00e3o comenta golpe militar<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\" \/>Na noite de 31 de mar\u00e7o de 1964, uma ter\u00e7a-feira, a C\u00e2mara de Ribeir\u00e3o Preto reuniu-se em sess\u00e3o ordin\u00e1ria. Das 20h \u00e0s 22h, sob a presid\u00eancia de Alo\u00edzio Olaia Paschoal (PTB), os vereadores aprovaram dois projetos de lei denominando ruas. E, apesar do esfor\u00e7o do vereador Os\u00f3rio Carlos do Nascimento (PRP), l\u00edder do prefeito Welson Gasparini (PRP), a oposi\u00e7\u00e3o rejeitou dois projetos do governo. Em um deles, Gasparini propunha o aumento da tarifa de \u00e1gua.  <!--more-->  <\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Osorinho lembrou que a situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica do pa\u00eds n\u00e3o foi discutida naquela noite. Em sua opini\u00e3o, o golpe pegou muita gente de surpresa.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\u201cHavia muito boato e as informa\u00e7\u00f5es n\u00e3o tinham a agilidade de agora\u201d.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Osorinho contou que, ap\u00f3s a sess\u00e3o, os vereadores foram jantar tranquilamente. Uns preferiram a pizzaria Bambina, ao lado do A Cidade. Outro grupo foi ao restaurante Jangada, na rua Bar\u00e3o do Amazonas, que servia comida nordestina.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Cassa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Mas ainda na primeira quinzena de abril, a situa\u00e7\u00e3o ia esquentar. Foi marcada uma sess\u00e3o secreta \u2013n\u00e3o se sabe o dia ao certo \u2013 para cassar o mandato do m\u00e9dico e vereador Pedro Augusto Azevedo Marques (PSB) \u2013 o Partido Socialista Brasileiro, que aninhava pol\u00edticos oriundos do clandestino PC, Partido Comunista.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\u201cA cassa\u00e7\u00e3o de Pedro Azevedo Marques seria um presente que os vereadores da direita dariam ao golpe militar\u201d, disse um ex-vereador e advogado militante. Alguns vereadores faltaram \u00e0 sess\u00e3o, como M\u00e1rio Span\u00f3 (PDC), Wagner Ant\u00f4nio Calil (PSP) e Jos\u00e9 Moretti (PR).<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">O desfecho foi r\u00e1pido. Em pouco mais de uma hora, o mandato de Pedro Azevedo Marques foi cassado. Mas, em raz\u00e3o de um acordo de cavalheiros, costurado na hora, evitou-se o pior: a cassa\u00e7\u00e3o apresentou v\u00e1rias irregularidades (pistas deixadas propositalmente) para que Pedro Azevedo Marques pudesse retomar o mandato na Justi\u00e7a Eleitoral. E foi o que aconteceu. Sete meses depois, Pedro retomou sua cadeira.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Com a cassa\u00e7\u00e3o de Pedro, a C\u00e2mara acalmou os militares locais. Ao mesmo tempo, n\u00e3o decepcionou os amigos da esquerda, abrindo brecha para o retorno do vereador. A C\u00e2mara desculpou-se pela falha, alegando que at\u00e9 ent\u00e3o n\u00e3o tinha cassado nenhum de seus membros.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Pedro Augusto de Azevedo Marque n\u00e3o quis conversar com o A Cidade. Foi procurado oito vezes, pelo telefone, em sua casa. N\u00e3o atendeu a nenhuma liga\u00e7\u00e3o e n\u00e3o retornou nenhuma delas.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">A 5\u00aa Legislatura era formada pelos vereadores Aloizio Olaia Paschoal (PTB), Celso Paschoal (PSP), Domingos Isaac (PRP), Faustino Jarruche (PRT), Jos\u00e9 Alves de Castro (UDN), Jos\u00e9 Bompani (PSP), Jos\u00e9 Delibo (PTB), Jos\u00e9 Moretti (PR), Jos\u00e9 Monteiro (PTB), Juventino Miguel (PSP), M\u00e1rio Span\u00f3 (PDC), Orlando Victaliano (PSD), Paulo Abranches de Farias (PTN), Waldo Adalberto da Silveira (PDC); Ant\u00f4nio Vicente Golfeto (PTN), Barquet Miguel (PR), Foaade Hanna (PSP), Jos\u00e9 Velloni (PTB), Pedro Azevedo Marques (PSB) e Wagner Ant\u00f4nio Calil (PSP).<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Dilma e \u00c1urea na \u2018torre das donzelas\u2019<\/strong><\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Em maio de 2010, ministra da Casa Civil do governo Lula e candidata \u00e0 presid\u00eancia da Rep\u00fablica, Dilma Rousseff, esteve em Ribeir\u00e3o Preto para abrir a Agrishow. Depois dos compromissos, fez quest\u00e3o de receber no apartamento do hotel em que estava hospedada uma antiga companheira de cela no pres\u00eddio Tiradentes, em S\u00e3o Paulo: \u00c1urea Moretti. Pouco tempo depois, em 1\u00ba de janeiro de 2011, \u00c1urea esteve na posse de Dilma.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\u00c1urea Moretti era estudante de Filosofia da USP e, em 31 de mar\u00e7o de 1964, tinha 19 anos. Sua incurs\u00e3o pol\u00edtica, na \u00e9poca, limitava-se a diret\u00f3rios acad\u00eamicos. Ela se aprofundou na luta contra a ditadura militar tr\u00eas anos depois, passando a integrar o grupo FALN \u2013 For\u00e7as Armadas de Libera\u00e7\u00e3o Nacional.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Mesmo sem ter pego em armas ou cometido crime, tornou-se guerrilheira na \u00f3tica militar. E assim foi ca\u00e7ada at\u00e9 ser presa, em sua casa, perto do Bosque F\u00e1bio Barreto, na noite de 18 de outubro de 1969. A fam\u00edlia via televis\u00e3o na sala \u2013 irm\u00e3s, cunhados e m\u00e3e \u2013 quando investigadores chefiados pelo delegado Miguel Lamano invadiram a resid\u00eancia. \u00c1urea come\u00e7ou a apanhar ali mesmo. Ela ficaria presa 3 anos e meio e um ano sob condicional.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">No quartel da For\u00e7a P\u00fablica, em Ribeir\u00e3o, na cadeia p\u00fablica (rua Duque de Caxias) e, principalmente na cadeia de Cravinhos, \u00c1urea sofreu torturas que iam de choques no corpo \u2013 inclusive molhado, para aumentar a intensidade \u2013, pau de arara e agress\u00e3o at\u00e9 desmaiar. As sess\u00f5es tinham o comando de Lamano, em busca de informa\u00e7\u00f5es sobre companheiros na clandestinidade.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">No fim de dezembro, \u00c1urea, madre Maurina e Maria Aparecida da Silva, a Cidinha, foram transferidas para o Presidio Tiradentes, em S\u00e3o Paulo. Muito machucada, \u00c1urea passou dois anos na ala feminina do Carandiru, cuidada por irm\u00e3s religiosas. Voltaria ao Tiradentes em tempo de conviver durante seis meses com Dilma Rousseff, num lugar chamado \u201cTorre das Donzelas\u201d. Dilma tinha pertencido \u00e0 Vanguarda Armada Revolucion\u00e1ria (VAR-Palmares).<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Em 1973, \u00c1urea foi libertada sob condicional de um ano. Em 75 formou-se em enfermagem. Impossibilitada de trabalhar por aqui \u2013 ningu\u00e9m queria dar emprego a uma ex-guerrilheira \u2013, foi viver no Acre.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">As consequ\u00eancias das sess\u00f5es de torturas s\u00e3o sentidas at\u00e9 hoje. \u00c0s vezes, um vozerio fren\u00e9tico (de militares) acorda \u00c1urea, ora assustada, ora nervosa. Sente dores na coluna e, principalmente, na alma. \u00c1urea evita acusar seus torturadores. Menos um: S\u00e9rgio Paranhos Fleury.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\u201cQuanto ao Fleury, posso falar sobre ele, que fez quest\u00e3o de viajar de S\u00e3o Paulo at\u00e9 Cravinhos s\u00f3 para amea\u00e7ar madre Maurina. Cruel, ele disse que, como ex-padre, sabia lidar com freiras. Isso me magoou muito.\u201d<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\"><strong>O calv\u00e1rio de Madre Maurina Borges<\/strong><\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Madre Maurina Borges da Silveira foi presa no dia 25 de outubro de 1969. Tinha 43 anos e dirigia o Orfanato Lar Santana, na rua Conselheiro Dantas 984, em Ribeir\u00e3o Preto. Cuidava de 220 crian\u00e7as. Ela foi acusada de ceder uma sala, no por\u00e3o do pr\u00e9dio, para reuni\u00f5es de estudantes pertencentes ao grupo guerrilheiro FALN &#8211; For\u00e7as Armadas de Liberta\u00e7\u00e3o Nacional.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Presa com v\u00e1rios militantes da FALN pela Opera\u00e7\u00e3o Banderiante (Oban), foi torturada durante cinco meses. O epis\u00f3dio resultou na excomuh\u00e3o dos delegados Renato Ribeiro Soares e Miguel Lamano, em 12 de novembro de 1969. Lamano foi apontado num ranking da revista &#8220;Veja&#8221; como o 12\u00ba maior torturador da \u00e9poca da ditadura militar.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Jacob Gorender, historiador marxista brasileiro, relata em seu livro \u201cCombate nas Trevas\u201d que irm\u00e3 Maurina teria sido estuprada na pris\u00e3o, fato desmentido por ela. Madre Maurina admite que foi v\u00edtima de viol\u00eancia moral e obrigada a assinar confiss\u00e3o admitindo que era amante de um militante.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Em 1970, foi trocada pelo c\u00f4nsul japon\u00eas Nobuo Okuchil, sequestrado pelo grupo Vanguarda Popular Revolucion\u00e1rio (VPR), em 11 de mar\u00e7o. Tr\u00eas dias depois, entrou no avi\u00e3o que a levaria ao M\u00e9xico, onde ficaria 14 anos. Regressou ao Brasil em 1973.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\u201cVeja se voc\u00ea n\u00e3o vai esquecer do seu Deus! Agora vai apanhar juntamente com o rapaz seu protegido\u201d. A frase, dita pelo delegado Miguel Lamano, foi relatada por madre Maurina, da Ordem Terceira de S\u00e3o Francisco, em carta escrita na Penitenci\u00e1ria de Trememb\u00e9, encaminhada ao ministro da Justi\u00e7a, Alfredo Buzaid.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Em Ribeir\u00e3o, o ex-delegado Seccional Renato Ribeiro Soares admitiu, em 2008, que madre Maurina foi alvo de tortura violenta. Mas negou t\u00ea-la torturado. Foi readmitido \u00e0s lides cat\u00f3licas em 9 de agosto de 1975.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Livro novo sobre a hero\u00edna<\/strong><\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Madre Maurina Silveira Borges, falecida em 2011, tinha nove irm\u00e3os. Entre eles, dois padres e duas freiras, todos vivos.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">O frei Manoel Borges da Silveira, 83 anos, dominicano radicado em Uberaba (MG), resolveu escrever um livro sobre a irm\u00e3 baseado nas visitas que fez a ela, especialmente no M\u00e9xico, onde viveu exilada durante 14 anos.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Aos depoimentos da irm\u00e3, frei Manoel juntou artigos publicados na imprensa, ao longo das d\u00e9cadas, como os escritos por Antonio Callado e C\u00e9sar Augusto Vanucci.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">O livro, ainda sem t\u00edtulo e n\u00famero de p\u00e1ginas indefinido, ser\u00e1 bancado pela Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Anistiados Pol\u00edticos, entidade presidida pelo jornalista Saulo Gomes. Saulo foi tamb\u00e9m o primeiro jornalista a entrevistar o l\u00edder esp\u00edrita Chico Xavier na televis\u00e3o brasileira, em programa feito para a extinta TV Tupi. Agora, ele apoia frei Manoel para publicar este livro.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\u201cEu gravei boa parte do depoimento do frei Manoel, na igreja onde vive, a S\u00e3o Domingos, a mais antiga de Uberaba. Ele relatou os encontros que teve com irm\u00e3. O livro ser\u00e1 impresso em breve\u201d.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Ethevaldo diz por que foi preso<\/strong><\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\u201cFui o primeiro preso pol\u00edtico do Brasil. Antes da meia-noite de 31 de mar\u00e7o eu j\u00e1 estava na cadeia de Jaboticabal. Por tr\u00eas motivos, me explicaria mais tarde o coronel Charmillot (D\u00e9cio Luiz Fleury Charmillot) comandante da 5\u00aa CSM de Ribeir\u00e3o Preto.\u00a0Primeiro, por integrar a diretoria do Sindicato dos Banc\u00e1rios, de Ribeir\u00e3o; por ser professor; e por ter alfabetizado 200 brasileiros pelo m\u00e9todo Paulo Freire. Tr\u00eas crimes imperdo\u00e1veis para o governo que estava surgindo\u201d.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">A frase \u00e9 do jornalista Ethevaldo Siqueria, ex- \u201cO Estado de S\u00e3o Paulo\u201d, hoje comentarista da CBN, especializado em Tecnologia e Informa\u00e7\u00e3o.<br \/> Para Ethevaldo, a ditadura militar proporcionou os melhores anos de sua vida. Que n\u00e3o o entendam mal: ele teve que desenvolver todas as ferramentas para se manter na ativa, como jornalista. <br \/> \u201cForam cinco anos de censura dentro da reda\u00e7\u00e3o. O jornal se redimiu do apoio aos militares no golpe de 64. No espa\u00e7o de mat\u00e9rias vetadas pelos censores, coloc\u00e1vamos poemas de Cam\u00f5es, receitas culin\u00e1rias e artigos sobre jardinagem\u201d.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Debate<\/strong><br \/> Saulo Gomes, \u00c1urea Moretti, a jornalista Matilde Leone e o ex-vereador Gilberto Abreu participam neste domingo (30), \u00e0s 19h, na Faculdade Bar\u00e3o de Mau\u00e1, de um debate sobre o golpe militar de 1964 e suas consequ\u00eancias.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; Jornal A Cidade<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na sess\u00e3o do dia 31 de mar\u00e7o de 1964, C\u00e2mara n\u00e3o comenta golpe militar Na noite de 31 de mar\u00e7o de 1964, uma ter\u00e7a-feira, a C\u00e2mara de Ribeir\u00e3o Preto reuniu-se em sess\u00e3o ordin\u00e1ria. 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