{"id":8358,"date":"2016-04-04T17:31:55","date_gmt":"2016-04-04T17:31:55","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/?p=8358"},"modified":"2016-04-04T17:31:55","modified_gmt":"2016-04-04T17:31:55","slug":"comissao-concede-anistia-a-cunhadas-de-betinho-perseguidas-pela-ditadura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2016\/04\/04\/comissao-concede-anistia-a-cunhadas-de-betinho-perseguidas-pela-ditadura\/","title":{"rendered":"Comiss\u00e3o concede anistia a cunhadas de Betinho perseguidas pela ditadura"},"content":{"rendered":"<div id=\"articleTitle\">\n<p class=\"subtitulo\" style=\"text-align: justify;\">As professoras exoneradas dos cargos de professora devido ao posicionamento pol\u00edtico delas na \u00e9poca<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"articleBy\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div class=\"articleTexto\">\n<p style=\"text-align: justify;\">A Comiss\u00e3o de Anistia do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a aprovou ontem (1\u00ba) a concess\u00e3o de anistia pol\u00edtica para as professoras Marilena e Kimiko Nakano, cunhadas do soci\u00f3logo Herbert Jos\u00e9 de Sousa, conhecido como Betinho. A comiss\u00e3o entendeu que as duas foram perseguidas pela ditadura militar e exoneradas dos cargos de professora devido ao posicionamento pol\u00edtico delas na \u00e9poca.<\/p>\n<div style=\"width: 670px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.capitalteresina.com.br\/media\/uploads\/2016\/04\/02\/bentinho.jpg\" alt=\"\" width=\"660\" height=\"419\" \/><p class=\"wp-caption-text\">Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/Internet<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p>Marilena e Kimiko ter\u00e3o direito a receber, mensalmente, a t\u00edtulo de repara\u00e7\u00e3o, R$ 2.778. O valor corresponde \u00e0 remunera\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de um professor do ensino fundamental. Elas tamb\u00e9m receber\u00e3o um pagamento adicional retroativo referente ao tempo que n\u00e3o puderam exercer a atividade profissional.<\/p>\n<p>Marilena Nakano foi ativista do movimento estudantil quando frequentava a Faculdade de Filosofia, Ci\u00eancias e Letras da Funda\u00e7\u00e3o Santo Andr\u00e9 e militante do grupo A\u00e7\u00e3o Popular, nas d\u00e9cadas de 1960 e 1970. Eleita presidente do centro acad\u00eamico da faculdade, organizou a distribui\u00e7\u00e3o de panfletos contra a ditadura e foi presa em flagrante.<\/p>\n<p>Depois de presa, a professora foi condenada pela Auditoria Militar a seis meses de pris\u00e3o por subvers\u00e3o. A ativista ficou presa por um m\u00eas no Pres\u00eddio Tiradentes, em S\u00e3o Paulo. Por ser menor de 21 anos na \u00e9poca, Marilena conseguiu redu\u00e7\u00e3o da pena imposta pelo regime. Ap\u00f3s ser perseguida pela ditadura, foi demitida e proibida de lecionar na rede estadual.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Repara\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO futuro est\u00e1 sendo produzido hoje por voc\u00eas. E \u00e9 isso que nos permite ter esperan\u00e7a no futuro\u201d, disse Marilena ap\u00f3s aprova\u00e7\u00e3o de seu pedido de anistia. A professora pediu que a comiss\u00e3o organize uma caravana at\u00e9 a regi\u00e3o do ABC Paulista para acelerar o julgamento de processos de outras pessoas da regi\u00e3o que tamb\u00e9m militaram contra a ditadura e atualmente, segundo ela, passam por dificuldades.<\/p>\n<p>\u201cFui submetida, como muitos dos meus companheiros e muitos da minha gera\u00e7\u00e3o, a muitas dificuldades para me estabelecer profissionalmente. Essa minha hist\u00f3ria \u00e9 similar \u00e0 de tantos que aqui j\u00e1 passaram\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>Kimiko Nakano tamb\u00e9m foi militante do grupo A\u00e7\u00e3o Popular. Foi cassada pelo regime no final da d\u00e9cada de 1970 e passou a viver na clandestinidade para n\u00e3o ser presa. Em 1976, seguiu para ex\u00edlio no Canad\u00e1 ao lado da irm\u00e3 Maria Nakano e o cunhado Betinho. Permaneceu no ex\u00edlio entre os anos de 1977 e 1980, quando tamb\u00e9m viveu na \u00c1frica.<\/p>\n<p>Segundo a Comiss\u00e3o de Anistia, por causa da persegui\u00e7\u00e3o da ditadura, Kimiko foi exonerada, na d\u00e9cada de 1960, do cargo de professora secund\u00e1ria por motiva\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. Em 1967, foi aprovada em concurso p\u00fablico para a carreira de professora da rede p\u00fablica de S\u00e3o Paulo, mas n\u00e3o pode tomar posse. Chegou a ser chamada para exame de admiss\u00e3o pelo Departamento M\u00e9dico do Servi\u00e7o Civil de S\u00e3o Paulo, mas devido \u201caos antecedentes criminais\u201d foi impedida de exercer a fun\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; Capital Teresina<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As professoras exoneradas dos cargos de professora devido ao posicionamento pol\u00edtico delas na \u00e9poca A Comiss\u00e3o de Anistia do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a aprovou ontem (1\u00ba) a concess\u00e3o de anistia pol\u00edtica para as professoras Marilena e Kimiko Nakano, cunhadas do soci\u00f3logo Herbert Jos\u00e9 de Sousa, conhecido como Betinho. 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