‘O Regime Militar é um tema que está em evidência no Brasil’

O escritor Luiz Manfredini falou sobre suas obras Memória da Neblina e Moças de Minas no Salão Internacional do Livro. Um a um os interessados pelo tema começam a se aconchegar no pequeno auditório, enquanto isso o solícito Manfredini conversa com algumas pessoas até dar o horário de começar a palestra sobre suas duas obras.

Manfredini e Mac Donald se encontraram e conversaram sobre os tempos de escola quando ambos eram da mesma diretoria do Grêmio Recreativo

Bem humorado, Manfredini mostra ao ex colega de escola, prefeito Paulo Mac Donald Ghisi, uma revista que a então diretoria do “Grêmio Recreativo” da gestão que eles participavam produziu. Os dois riem e relembram alguns fatos pitorescos da época.

Com essa conversa de como era o cotidiano do colégio Militar, onde os dois estudaram, Manfredini puxa o tema da palestra com um ensinamento que receberam na escola. “Na nossa época do Colégio Militar soldado não usava guarda-chuva eles diziam que o soldado não tem medo da chuva e eu digo que hoje não tem medo da chuva, mas tem medo da verdade”.

Tanto Memória da Neblina quanto Moças de Minas falam sobre a Ditadura Militar, um assunto que “está em evidência no Brasil”, de acordo com Manfredini, devido à instauração da Comissão da Verdade. Ele é um grande pesquisador do tema por acreditar que “um país não pode avançar com tantas sombras do passado”.

Moças de Minas conta a história de cinco militantes de esquerda, para a produção do livro, Manfredini entrevistou cada uma delas para extrair cada detalhe da história vivida por elas ainda na juventude. Apesar de muito emocionante e com incontável riqueza de detalhes, o livro é ainda um grande documento histórico e para isso, o autor buscou referências principalmente em jornais e revistas da época e documentos militares.

Já Memória de Neblina é, segundo Luiz Manfredini, uma ficção, mas que conta uma história real. Com a diferença de não ser uma história pontual como Moças de Minas, é um romance baseado na realidade, mas com personagens fictícios.

Os dois livros estão a venda no Salão do Livro, e quem se apressar corre o risco de ainda encontrar o Manfredini pelos corredores para receber um autógrafo.

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Fonte – Click Foz

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