Ex-agente da ditadura se contradiz

No recém-lançado livro Memórias da guerra suja, o ex-agente policial Cláudio Guerra diz que, na condição de agente da Delegacia de Ordem Política e Social (Dops), incinerou corpos de adversários da ditadura militar numa usina de cana-de-açúcar em Campos dos Goytacazes, no Norte do Estado do Rio de Janeiro, ao longo de 1974.

O depoimento é uma reviravolta na história relatada pelo próprio ex-agente ao longo do tempo. A biografia autorizada por ele, Guerra, o cana dura, coletânea de artigos publicados em 1980 e 1981, destaca que o ex-agente só ingressou no Dops em setembro de 1975.

A primeira biografia, a mais antiga, foi escrita pelo jornalista Pedro Maia, conhecido cronista policial de Vitória nos anos 1970 e 1980, que tinha acesso direto a Cláudio Guerra, agente que se destacou na estrutura do crime organizado do Espírito Santo e na organização criminosa Scuderie Le Cocq, acusada de extermínio na região Sudeste.

Agora, Guerra conta que virou “combatente dos subterrâneos da batalha contra a guerrilha no segundo semestre de 1972” e já era integrante do Dops.

 

Fonte – O Povo

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