Peça “Torquemada – 17 Balas” discute opressão da ditadura aos dias de hoje baseada em texto de Augusto Boal
Espetáculo chega a Campinas abordando opressão e violência vividas no passado e nos dias atuais no Brasil com peça e oficina gratuitas.
Campinas
Espetáculo
12/10 sexta-feira as 19:00 horas
Fabrica Ocupada Flaskô
Rua Marcos Dutra Pereira, 300
Pq. Bandeirantes, Sumaré – São Paulo
tel (19) 3922 6411
Gratuito – ingresso com uma hora de antecedência
Recomendado para maiores de 12 anos
Oficina
13/10 sabado das 13:00 horas às 19:00 horas
Fabrica Ocupada Flaskô
Rua Marcos Dutra Pereira, 300
Pq. Bandeirantes, Sumaré – São Paulo
tel (19) 3922 6411
Gratuito – inscrições pelo e-mail: oficina.teatrooprimido@gmail.com
30 vagas
Recomendado para maiores de 12 anos
“Torquemada – 17 Balas” mistura técnicas do Teatro do Oprimido, música e mobilização nas redes sociais para conduzir o público a debater sobre seu papel na sociedade
No ano em que a Comissão Nacional da Verdade inicia o trabalho de investigação de violações de direitos humanos ocorridas entre 1946 e 1988, os anos de tortura e opressão serão lembrados em um espetáculo que mistura passado e presente, ao mostrar que a opressão nos dias de hoje nas periferias é reflexo da impunidade dos “anos de chumbo” e um resquício de uma forma de pensamento presentes desde os tempos de Tomás de Torquemada, o mais cruel inquisidor da Espanha, na Idade Média.
O Espetáculo “Torquemada – 17 Balas” é inspirado no texto “Torquemada”, de Augusto Boal, sobre a tortura que sofreu no período do regime militar. Utiliza técnicas do Teatro do Oprimido para dar ao público a oportunidade de discutir a temática, sair de seu papel de espectador e entrar em cena para transformar a realidade apresentada.
O projeto é resultado de parceria entre o GTO da Garoa (Grupo de Teatro do Oprimido de São Paulo) e a ONG Mudança de Cena e de iniciativa fomentada com verbas do projeto Marcas da Memória da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, selecionada por meio de edital público. Serão 25 apresentações a partir de 31 de março, em quatro Estados brasileiros, além do Distrito Federal.
Parte da peça trata da violência atual e é resultado de um ano de pesquisa, entrevistas e coleta de relatos de vítimas da opressão policial e de integrantes de movimentos sociais. O espetáculo é costurado por músicas compostas coletivamente por integrantes do GTO da Garoa, que trazem também momentos de descontração à apresentação.
Um dos objetivos do grupo é garantir a continuidade do debate e incentivar novas manifestações em prol da memória e da defesa dos direitos humanos. Para isso, o hotsite da peça será um espaço aberto a discussões, exposição de idéias e contato entre o público do espetáculo, estudiosos do tema e demais interessados em dar andamento ao projeto do grupo.