Mais de 40 representantes de entidades ligadas aos direitos humanos se reuniram na sede do Sindicato dos Engenheiros do Estado para preparar os eventos em homenagem aos 40 anos da morte de Alexandre Vannuchi Leme.
O jovem estudante sorocabano, Alexandre Vannucchi Leme, foi assassinado pela repressão da ditadura, em 1973, quando cursava o último ano do curso de geologia da USP. Ele tinha 22 anos e lutava contra a ditadura militar, atuando no movimento estudantil e na ALN (Ação Libertadora Nacional).
Participam da organização da homenagem o deputado Estadual Adriano Diogo (PT-SP), presidente da Comissão Estadual da Verdade, o deputado Federal Paulo Teixeira (PT-SP), a vereadora Juliana Cardoso (PT-SP),o ex-ministro dos Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, primo de Alexandre, Maurício Politi, do Núcleo de Preservação da Memória Política, a Secretaria Municipal de Direitos Humanos, Carlos Eduardo Massafera, diretor do DCE entre 1976 e 1977, membros do DCE atual, padres, representantes da CUT Nacional e Estadual e dezenas de entidades ligadas a comissões de Direitos Humanos e da Verdade da Assembleia Legislativa e Câmara Municipal de São Paulo.
Eventos programados:
14/03– Está sendo organizado um show no Centro Cultural São Paulo, onde terá também uma exposição. Horários e artistas ainda estão sendo confirmados.
15/03 – às 12h00, a Caravana da Anistia da Comissão Nacional de Anistia fará um ato simbólico reconhecendo a anistia post mortem deAlexandre Vannuchi Leme. Este ato será realizado no prédio da Geologia da USP, onde Alexandre estudava quando foi assassinado pela repressão no dia 17 de março de 1973.
15/03– às 18h00, será realizada uma missa na Catedral da Sé, mesmo local onde o corpo de Alexandre foi velado. A missa será celebrada por D. Angélico, que também celebrou junto com D. Paulo Evaristo Arns uma missa em 30 de março de 1973, 13 dias após o assassinato. D. Paulo e D. Angélico não aceitaram a versão de suicídio divulgada pela polícia. Outros padres estão sendo convidados para concelebrar a missa.
O cantor e compositor Sérgio Ricardo que, em 1973, cantou na Sé a música “Calabouço”, também participará da homenagem cantando a mesma música.
Segundo Vannuchi, “este evento é parte de uma longa luta para não esquecer o passado e pensar o futuro”. Segundo ele, “o País vigoroso e democrático que temos hoje é resultado da luta de gente que foi assassinada como Alexandre e também das que estão aqui hoje”.