ABAP participa de encontro pelos 47 anos da Lei da Anistia na Faculdade de Direito da USP

Evento reuniu cerca de 250 pessoas em São Paulo para discutir memória, verdade, Justiça de Transição e a luta dos trabalhadores

A Associação Brasileira de Anistiados Políticos (ABAP) participou, no dia 28 de agosto de 2026, do encontro “47 anos da Lei da Anistia: Verdade, Memória e Justiça de Transição”, realizado na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), no Largo São Francisco, em São Paulo.

O encontro marcou os 47 anos da promulgação da Lei nº 6.683, de 28 de agosto de 1979 , e reuniu cerca de 250 pessoas , entre representantes de entidades de anistiados e anistiandos, trabalhadores, integrantes de movimentos sociais e pessoas ligadas à defesa da memória e dos direitos democráticos.

A atividade teve como eixo as discussões sobre a Justiça de Transição, a preservação da memória e a luta por verdade e reparação, relacionando esses temas à construção e à defesa da democracia brasileira.

Justiça de Transição e luta dos trabalhadores

Durante o encontro, foram realizados debates sobre a relação entre a Justiça de Transição e a democracia contemporânea e sobre a luta dos trabalhadores no processo de transição democrática.

A participação de trabalhadores atingidos pela repressão política também esteve entre os destaques da atividade. O Sindipetro Unificado registrou a presença de petroleiros e petroleiras demitidos em consequência da greve de 1983, na Refinaria de Paulínia (Replan), destacando a trajetória de luta desses trabalhadores pelo reconhecimento de seus direitos.

O encontro também reuniu participantes de diferentes regiões. A Afropress registrou a presença de caravanas de associações do Vale do Paraíba, da Baixada Santista e do ABC, além de lideranças ligadas às lutas contra a ditadura.

Homenagens

A atividade também foi marcada por homenagens a instituições e personalidades relacionadas à defesa da democracia e dos direitos.

Entre as entidades homenageadas estiveram a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Também foram homenageados Ana Maria Lima de Oliveira e Alexandre de Moraes.

A ABI confirmou a homenagem recebida durante o encontro, representada por sua conselheira Mariana Valadares.

ABAP e a preservação da memória

A participação da ABAP no encontro integra seu compromisso permanente com a preservação da história dos perseguidos políticos e com a defesa da memória relacionada à luta pela anistia e pela redemocratização do Brasil.

Ao marcar os 47 anos da Lei da Anistia, o encontro no Largo São Francisco reafirmou a importância de manter esse debate presente na sociedade, especialmente diante da necessidade de preservar as experiências daqueles que foram atingidos pela repressão política e daqueles que participaram da luta pela democracia.

Para a ABAP, preservar essa memória significa reconhecer as trajetórias de homens e mulheres que enfrentaram o autoritarismo e contribuíram para a construção democrática brasileira.

Memória, verdade, reparação e Justiça de Transição permanecem parte fundamental desse processo.

ABAP – Associação Brasileira de Anistiados Políticos

Confira alguns registros do encontro.

 

A ABAP esteve presente, reafirmando seu compromisso com a preservação da memória, a verdade, a reparação e a defesa da democracia.